quinta-feira, 27 de abril de 2017

Para onde vamos quando morremos?

Não há ser humano que ainda não tenha se perguntado, nesta vida terrena, sobre o que acontece do outro lado - sobre o que nos espera na vida após a morte.
Há aqueles que simplesmente não creem em nada - para estes não existe espírito, somente a matéria.
Há os que acreditam que um mundo espiritual nos espera, e que esse seja constituído de céu e inferno. Segundo estes, os bons herdariam o paraíso e os maus seriam condenados a dor e ao fogo eterno.
Há ainda, os fundamentalistas cristãos, e de acordo com suas crenças, os que não professarem a Jesus como seu único Senhor e Salvador, não serão "salvos", não poderão desfrutar com Ele do paraíso celeste.
Eu fico aqui pensando - e quanto as pessoas que vivem nos recônditos mais longínquos deste planeta e não tem acesso nem sequer a água potável, quanto mais então a bíblias e a leituras? Estas também não seriam dignas da "salvação", não mereceriam estar com Jesus nos céus após a morte?
Que Deus arbitrário e tirano é esse que pré-seleciona os eleitos? E qual seu critério de seleção?
Foram essas questões que me incentivaram a postar uma mensagem Universal de consolo e esperança a todos, que não está relacionada a crença religiosa, porém se embasa nas palavras do Rabi da Galileia, interpretadas pelos espíritos e trazida ao mundo terreno por Allan Kardec em "O Evangelho segundo o espiritismo".

No evangelho de João, capítulo 18, versículo 36, Jesus diz:
"Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus: mas, o meu reino ainda não é aqui."
Na página 73 do "Evangelho segundo o espiritismo", os espíritos sintetizam a essência das mensagens de Cristo, que diga-se, não veio ao mundo para criar uma religião, mas sim para deixar a maior mensagem de amor já transmitida:
"Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda sua celeste prática, a benevolência, para com todos. Não se vos perguntará o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes."

Portanto irmãos, é necessário compreender que são nossas escolhas, as responsáveis por determinar para onde seguiremos após a morte. 
É muito simples - siga o caminho da luz, cultive os valores do espírito e quando chegar a hora, pergunte-se: O quanto eu amei? - a resposta é que determinará seu destino.

DEUS É AMOR! E por isso, sempre haverá esperança para todos!










quinta-feira, 30 de março de 2017

LUXÚRIA - Quem nunca cedeu a tentação de Asmodeus?

Pasmem: não foram as virtudes que moldaram o mundo. A humanidade foi moldada à imagem e semelhança dos pecados capitais, justamente porque eles refletem nossos impulsos irracionais, nossos vícios sufocados. 
A série "Os sete pecados" da Editora Leya, veio para contar a história de cada um deles.

A história da luxúria tem sob seus holofotes, como personagem principal, a mulher.  Já que, com o surgimento das religiões patriarcais, criou-se o pressuposto de que a desgraça entrou para o mundo através dela: Eva - que roubara o fruto da árvore proibida.
O fato é que os homens, temendo filhos bastardos (visto que nos relacionamentos a paternidade nunca é óbvia) sempre fizeram de tudo para controlar os impulsos carnais femininos, inclusive endeusando virgens, através das liturgias religiosas - muito perspicaz não?
A ideia da luxúria, como pode ser visto no livro, começou a ser construída lentamente muito antes do judaísmo ou cristianismo. Atravessou toda história ocidental, com a teoria da alma de Platão, o meio-termo aristotélico, a glorificação das virtudes romanas, o moralismo estatal do imperador Augusto, as Escrituras dos judeus, a obsessão do apóstolo Paulo pela virgindade e depois por toda a tradição católica acumulada até o Concílio de Trento.
Entretanto, o status de pecado da luxúria, sucumbiu diante da modernização cultural advinda da Revolução Industrial, e do empoderamento feminino surgido no pós guerra. 
Livres das amarras da moral, hoje homens e mulheres podem desfrutar da sexualidade como bem entenderem e com quem desejarem.
Mas a longa trajetória que levou a tamanha liberdade foi árdua e dolorosa, sobretudo para as fêmeas - sempre reprimidas, pois os machos podiam tudo desde cedo - afinal a virilidade sempre foi sinônimo de poder.

"Luxúria" é um livro que nos conduz a esta interessante jornada, e é fundamental para aguçar nossa percepção da liberdade que possuímos hoje.

 Como afirmou Hugh Hefner (fundador da Revista Playboy):

"A principal força civilizatória do mundo não é a religião, mas o sexo."

Ele tinha razão. O proibido povoou o imaginário de homens e mulheres, durante milênios, mas só agora pode ser colocado em prática, sem maiores preocupações nem preconceitos - apenas com responsabilidade. Tudo é válido entre quatro paredes, desde que haja respeito, certo?

A essa altura, o demônio da luxúria deve estar se regozijando - mas quem nunca cedeu a Asmodeus - que atire a primeira pedra.

ABAIXO AOS FALSOS PUDORES MEDIEVAIS!!!  E mergulhe comigo nessa leitura.

Boa noite!



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O menino que desenhava monstros - LEIAM ANTES QUE VIRE FILME!

Predileção pela literatura de suspense é a característica que nos impulsiona a garimpar títulos como este: "O menino que desenhava monstros". Porém, se engana aquele que julga o livro pela capa. Longe de possuir tal vício, devemos mergulhar fundo nas histórias e com isso desvelar seu real significado, a sua essência.
Recomendo esse livro de Keith Donohue por ser doce e comovente, com pinceladas de suspense na medida certa.

O pequeno Jack Peter, um garoto de 10 anos de idade, possui um tipo de autismo denominado Síndrome de Asperger. Além do autismo, a fobia social adquirida após um afogamento que o garoto sofre na infância fazem de J.P uma criança reclusa, não só entre as quatro paredes de casa, mas também o tornam refém de sua própria mente.
Mente criativa, fervilhante e um tanto perversa para um jovenzinho - diga-se de passagem.
A mãe de J.P, Holly, não se conforma com a situação do filho e busca aconselhamento na paróquia, junto ao padre Bolden e sua governanta, a Srta. Tiramaku (que também é portadora da mesma Síndrome). O pai de Jack, Tim, não concorda com tal conduta, sempre esperançoso de que a situação do menino seja algo transitório.
O único amigo de J.P é o pequeno Nick. Os dois possuem a mesma idade, mas Nick é um rapazinho esperto e ativo, e desde o começo nota-se uma ligação anormal entre os dois, que é bastante explorada ao longo do enredo.
É num ambiente invernal de fim de ano no Maine - deserto, nevado e assombroso - que a dinâmica criada por Donohue se desenrola, envolvendo toda a família e amigos, fazendo-nos acreditar em monstros e fantasmas (os yurei da Srta Tiramaku). 
Ou será que tais coisas não passam de alucinações de mentes colapsadas pelo auto-encarceramento de suas vidas?
A narrativa flui, não se torna cansativa em momento algum. Esse é aquele tipo de livro que não queremos parar de ler, e que quando acaba... Pedimos mais, por favor!!!
A mesma situação vista dos pontos de vista dos diferentes personagens, e os caminhos pelos quais somos conduzidos durante a leitura nos levam a acreditar em muitas possibilidades, mas o fato é que é impossível prever o final.

# Sacada de gênio!!! 

E tenho certeza que o cineasta James Wan se encantou por este drama/suspense não só pela obscuridade que o mesmo traz em diversos momentos, mas justamente por essa aura de inocência exaltada nos momento maternais de Holly, ou através do amor que sabemos existir entre J.P e Nick, porque isso torna o conto mais humano, menos tétrico. É essa a nova tendência dos suspenses - portanto, recomendo muito O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS. Depois de Joyland, é meu suspense favorito.

LEIAM ANTES QUE VIRE FILME!

Boa noite ; )


A Darkside, sempre arrasando nas capas né gente!!!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Seis passos básicos para realizar seus desejos em 2017

Na prateleira de um sebo, em uma pequena cidade do interior, um livro raro e precioso aguardava por alguém que o descobrisse e o explorasse.
A capa puída e as páginas excessivamente amareladas causavam certa repulsa a primeira vista, espantando os pretensos leitores. Mas tais características foram atrativos para mim e o dito cujo parecia me chamar...  Pedia para que eu o levasse.
Agora, compartilho com vocês aqui, as produtivas lições contidas em suas páginas, meticulosamente estudadas e que pretendo colocar em prática esse ano.
Dentre as diversas temáticas que abrangem assuntos como telepatia, clarividência, viagem astral, regressão a vidas passadas, o que mais me atraiu foi o capítulo que fala do poder da mente e as leis ocultas da atração.
Não, não estou falando do livro "O Segredo", que ficou famoso por popularizar o conhecimento sobre os poderes latentes do subconsciente, que pode nos dar tudo que desejamos.
A obra que cito aqui é bem mais complexa, não só pela gama de assuntos que aborda, mas também porque enfoca a espiritualidade e não somente o materialismo puro, nos fazendo refletir sobre as origens dos nossos desejos e não apenas sair por aí pedindo coisas sem o menor sentido.
"VOCÊ E A ETERNIDADE", do monge tibetano Lobsang Rampa, vai ditar a tônica de minhas experiências em 2017, e os seis passos ensinados em seu capítulo 22, serão compartilhados, para que todos possam experimentá-los, caso queiram:

PASSO 1:
Decida com precisão o que quer, seja absolutamente claro. Você precisa enunciar com exatidão o que deseja devendo visualizar e reter a imagem em sua mente.

PASSO 2:
Você precisa dar algo para poder receber. O que você tem feito para ajudar os outros? Abra espaço para novas coisas em sua vida, doando outras, ou se doando.

PASSO 3:
Quando você quer que seu desejo se realize? Mas não basta escolher um futuro indefinido, ou um instante excessivamente próximo. 

PASSO 4:
O que você vai fazer para possibilitar a realização de sua ambição? Afinal, se você desejou um carro, por exemplo, deve possuir pelo menos a carteira de habilitação - entende?

PASSO 5:
A palavra escrita é mais forte que a pronunciada, mas as duas juntas, formam uma combinação insuperável. Escreva o que deseja com muita clareza e simplicidade.

PASSO 6:
Depois de escrever, leia tudo em voz alta, afirme o que deseja, sentindo como se já fosse seu... Repita sempre que puder como um mantra e nunca duvide de que será possível, afinal só depende de você.

Por fim, além de realizar os passos acima descritos, sugiro que leiam o livro (se encontrarem disponível para compra) e se inteirem dos demais temas, que são valiosíssimos e podem contribuir muito para sua evolução consciencial.

BOA SORTE A TODOS!!!

E que os desejos mais sinceros, encarcerados profundamente em nossas almas se tornem realidade palpável em 2017!!!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Joyland - Stephen King

Durante três finais de semana, Joyland de Stephen King, foi a saga que me acompanhou ao longo da jornada de duas horas de viagem de ônibus, que realizo toda sexta-feira rumo a minha cidade no interior, local onde descanso dessa loucura que é São Paulo.
Confesso que nunca tinha lido nada de King. E admito que me surpreendi, pois esperava algo tétrico e aterrorizante, porém encontrei nas páginas deste livro uma bela lição de vida.

Devin Jones, um rapaz de 21 anos de idade, estudava com sua namorada Wendy Keegan na Universidade de New Hampshire, EUA.
Durante as férias de verão, Wendy decide partir para Boston com uma amiga, para um suposto trabalho novo, e Devin ruma para Carolina do Norte, atraído por um anúncio de emprego temporário em um parque de diversões chamado Joyland, em Heavens Bay.
Após uma entrevista bem sucedida com o gerente do parque Fred Dean, Devin reserva um quarto na pensão da Sra. Shoplaw, e durante uma conversa com sua nova senhoria, toma conhecimento da trágica morte de Linda Gray, uma jovem que havia sido assassinada dentro do Horror House, o trem fantasma de Joyland.
Com o passar dos meses, Devin - apelidado de Jonesy pelos funcionários do parque - vai se apaixonando por seu trabalho e pelos companheiros de labuta, que se tornam grandes amigos.
Erin, Tom, Rozzie Gold, Lane Hard e até o asqueroso Eddie Parks (a quem ele salva de um infarto) são pessoas que se tornam parte da vida de Jonesy, e de certa forma preenchem o espaço vazio deixado por Wendy, que ignorava as ligações de Devin já há algum tempo.
A rotina  do parque conduz Dev ao aprendizado de  uma linguagem própria desses locais, chamada colóquio, e muitos dos diálogos que envolvem o tal colóquio são capazes de arrancar muitas risadas do leitor, o que torna a aura do livro bem mais leve e faz com que queiramos devorar cada página consecutivamente.
Em meio a alegria dos dias,  surgem as noites insones, e o fantasma de Linda Gray vem a tona invadindo os pensamentos de Dev e Erin, e os dois resolvem iniciar uma investigação do caso por conta própria.
Encontram fotos suspeitas de Linda, acompanhada por um homem mais velho- tiradas em Joyland pelas Garotas de Hollywood - meninas de vestido verde e câmeras portáteis na mão, que eram encarregadas de tirar fotos dos visitantes (ou Bobs, no colóquio) para depois vendê-las. Além das fotos, são descobertas reportagens em jornais de outras cidades, de assassinatos semelhantes, e a partir de então, identificar o assassino de Linda se torna questão de honra para os dois.
Carregado por um turbilhão de emoções que o conduz a uma espécie de depressão, Dev vê surgir o médium Mike Ross em sua vida (e sua mãe Annie posteriormente), que se torna uma peça chave para a comunicação do espírito de Linda Gray com os vivos.
Mike, um garotinho portador de distrofia muscular morava em uma casa na praia, e todos os dias pela manhã tomava sol na varanda. Dev o avistava e sentia pena do garoto raquítico, preso em uma cadeira de rodas. Passou a acenar para este, que retribuía sorrindo, dando início assim a uma bela amizade.
O desenrolar dessa história traz muitas lágrimas e risos, mas o melhor de tudo é conhecer cada personagem. Estes são tão ricamente elaborados por King, que parecem reais, como se tivessem existido de fato. 
Torcer pela felicidade de Devin e curtir os momentos de fossa com ele (escutando The Doors com seus fones de ouvido) é algo que me remeteu aos meus 20 anos de idade, e me trouxe as mesmas lembranças de melancolia pós "chifre". Porém a grande mensagem do livro, sob o meu ponto de vista, é a de nos mostrar que somos capazes de passar por situações do gênero, acreditando sempre que o destino preparará algo melhor para nossas vidas.
As amizades são fundamentais para que superemos nossos desafios, e com certeza sempre teremos Mikes, Rozzies, Erins e Toms em nossos caminhos, nos ajudando a vivenciar as intempéries com mais leveza.

Pra quem quer saber o desfenho SURPREENDENTE desta epopeia, recomendo que leia Joyland, pois garanto que não vai se arrepender!!!

Cabe aqui um adendo: após a leitura, pesquisei sobre Joyland na internet, e encontrei informações a respeito de um parque, com o mesmo nome no Kansas. O Joyland Park, encontra-se desativado desde 2004, e sofre com vandalismo desde então. 
Seria o Joyland de Kansas um parque assombrado?
Não sei, só sei que é bem típico de Stephen King se inspirar em locais inóspitos para escrever suas estórias.

Boa noite, e boa leitura! ; )



quinta-feira, 16 de junho de 2016

O demonologista

Quando adentrei a biblioteca municipal da minha pequena cidade e me deparei com o livro "O Demonologista", do autor Andrew Pyper, na prateleira principal, quase tive uma síncope. Não acreditei... Estava namorando este livro há algum tempo, mas encontrá-lo disponível gratuitamente foi uma delícia.
Quem possui inclinação para o sobrenatural, assim como eu, vai imaginar a sensação que tive.

A capa e o trabalho gráfico são lindos, mesmo porque a DarkSide Books capricha muito nesse quesito. Mas o conteúdo é melhor ainda, pelo menos na minha opinião. 
O começo da história me lembrou muito a de "Inferno" do Dan Brown, já que discorre sobre a vida do professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque - David Ulman (me fez lembrar do filósofo David Hume), especialista em mitologia cristã, e também profundo estudioso do poema de John Milton, Paraíso perdido.
David Ulman recebe um convite para encontrar-se com uma "pessoa misteriosa" em Veneza, na Itália, e após alguns contratempos, aceita e parte para a aventura levando consigo sua filha Tess.

Tem um quê de Robert Langdon em tudo isso, não?

Durante e após o encontro com o "Inominável" - forma como ele passa a definir o demônio com o qual se depara em Veneza - percebi que o suspense adquiriu características de thriller psicológico (isso, sob o meu ponto de vista, é claro) porque, os encontros que ele passa a ter com o "demo" a partir deste ponto, trazem a tona sempre uma circunstância traumática de sua vida, como por exemplo: a morte precoce de seu irmão e o sentimento de culpa que David carrega consigo, a depressão e o suicídio do pai, a traição por parte de sua esposa, o suicídio da filha Tess (sim, ela se suicida em Veneza), o câncer que toma os ossos de sua grande amiga Elaine O'Brien (os dois desenvolvem uma amizade colorida durante a jornada de David - rastros de Langdon de novo).

Confesso que julguei o livro pelo título, pois quando li na capa "O demonologista", imaginei que fosse um suspense que destrincharia a mitologia do submundo, dos seres das trevas, do diabo. Mas, me enganei e ao mesmo tempo me surpreendi.
O fato é que cada um interpreta uma leitura de acordo com sua bagagem pessoal, que inclui suas crenças, seus valores e sentimentos. Portanto a interpretação é muito relativa.
Eu, com minha personalidade mística e espiritualista, capturei sob essa ótica a mensagem contida nas entrelinhas dessa história.
Para mim, o livro fala do encontro de um homem, com seus demônios interiores, com seus traumas mais profundos - ou seja, tudo que se esconde sob o véu do subconsciente, aquele lado negro que todos nós possuímos e insistimos em rejeitar.
E a hora de encarar o nosso "Inominável" nos chega nesses momentos de fossa, quando nos sentimos no fundo do poço.
Falo isso porque o clímax do livro concentra-se no pós suicídio de Tess, que exacerba a "melancolia" que a personagem sente (como o próprio David define) e o faz travar uma busca  pelo demônio, que teria influenciado a morte da filha. Mas de fato, conclui-se que, os verdadeiros demônios estão dentro de sua alma perturbada.

Para finalizar, minhas partes preferidas do livro são quando David lê trechos do diário de Tess, e descobre que não a conhecia tão bem quanto imaginava, afinal, a menina possuía o dom de ver e ouvir seres do além, que lhe enviavam soturnas mensagens a respeito do aconteceria com o pai (imagine os sustos que David toma cada vez que lê o diário). 
Tess, aos olhos do pai era uma menina quieta, sombria demais. Mas esse espírito jovem e perturbado, sinalizava uma mediunidade a desenvolver, e lidar com isso sem a ajuda ideal, pode levar o ser humano ao colapso.

Enfim, confesso que esperava mais do final do livro. A conclusão foi inversamente proporcional a excitação que senti durante o desenrolar do enredo, ou seja, deixou um pouco a desejar. E eu cheguei a duvidar da sanidade de David durante o desfecho... Será que após a morte de Tess ele pirou com a depressão e foi tudo fruto de sua imaginação?
Não sei...
E se você quer descobrir... leia!!!


Book trailer:



Boa noite : o

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Escaravelho do diabo

Recentemente para minha grata surpresa, ao visitar uma sala de cinema, me deparei com a adaptação do clássico livro da coleção vaga-lume, escrito pela brilhante Lúcia Machado de Almeida - O escaravelho do diabo.
Para a legião de adultos, que viveu sua infância e adolescência na década de 90 (sim,é o meu caso!!!), é maravilhoso poder revisitar, mesmo que em forma de adaptação, essa história que nos embalou em nossas noites chuvosas - aquelas que agente tinha que ficar trancado em casa, sem poder sair pra rua bagunçar >rsrss<
No meu tempo, não possuíamos internet, pelo menos não tão democratizada como hoje, nem tampouco smartfones, ou tablets. Agente nem sonhava com o youtube, facebook, e então, ocupávamos nosso tempo ocioso jogando queimada na rua, brincando de stop com os amigos, e nos dias que não podíamos nos reunir, ficávamos em casa lendo - SIM!!! LENDO!!!

Posso afirmar com toda certeza que eu vivi intensamente essa fase, e toda essa nostalgia me faz tão bem... E foi um pouco dessa nostalgia gostosa, essa aura saudosista, que tomou conta de mim, no momento em que me sentei na poltrona pra assistir "O escaravelho".

Falando da autora: a mineira de Santa Luzia, Lúcia Machado de Almeida, estudou literatura, história da arte, línguas, piano e canto. Pertencia a uma família de renomados escritores (era cunhada do poeta Guilherme de Almeida), conquistou vários prêmios literários e atraiu com seus contos, o público jovem para o mundo dos livros.

A história original do "Escaravelho do diabo" foi escrita em 1972, conta a saga de um estudante de medicina chamado Alberto, que vivia na cidade de Vista Alegre, e encontrou a traumatizante cena do irmão morto com uma espada espanhola fincada no peito. A partir daí, começa juntamente com o inspetor Pimentel, uma intensa investigação, e sai no encalço do assassino, que começa a executar outras vítimas, sempre ruivas e sardentas, após enviar a estas um pacotinho contendo um escaravelho dentro.
O tipo de escaravelho enviado, sempre possuía relação com as mortes, como por exemplo no caso do jovem Clarence O'Shea, filho da dona da pensão da cidade, Cora O'Shea, que morre envenenado após receber um exemplar do besouro Hipophenemus toxicodendri
Por se tratar de um adulto, os flertes de Alberto, tanto com Rachel Saturnino, quanto com Verônica, dão um tempero de romance a esse suspense tão eletrizante, que faz com que agente não queira parar de ler.
Os personagens coadjuvantes, como é o caso dos moradores da pensão de Cora, Mr. Graz, Mr. Gedeon, a copeira, o cozinheiro, entre outros, ganham importância no enredo, a medida que a suspeita em cima de cada um deles cresce. Mas eu garanto, que o final, é surpreendente.
Se você ficou curioso para descobrir, então LEIA!!! 

O filme, é uma adaptação, então percebemos muitas diferenças em relação a história original, como por exemplo o fato de Alberto ser uma criança. Mas sabemos, que seria um tanto anacrônico, transportar a história para o ano de 2015, trazendo consigo o contexto da década de 70, em que não existiam os meios tecnológicos dos quais lançamos mão hoje, e que tornam tão plausível a possibilidade de uma criança colaborar para uma investigação.
Enfim, creio que a intenção dos roteiristas e do diretor Carlo Milani foi das melhores, e o que eu mais gostei no filme, foi o caráter cômico que adquiriu a personagem do delegado Pimentel (interpretado por Marcos Caruso), com seus breves lapsos de "esquecimento", o que tirou um pouco da tensão, típica de uma história de serial killer.
A trilha sonora também é sensacional!!!

O TRAILER:



Essa é minha dica, leiam o livro e assistam ao filme, porque ambos valem muito a pena!



BOA NOITE ; )