terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Teste: Você tem depressão? - Dica de leitura: As mil partes do meu coração - Colleen Hoover

Começar o ano fazendo uma reflexão sobre a vida e a maneira como estamos transitando por ela - com alegria ou melancolia - é fundamental. Detectar emoções e sentimentos de tristeza, insatisfação e desânimo e questionar o porquê de emanar tais vibrações negativas é uma atitude corajosa.
Porém, a depressão é mais que um momento melancólico, é uma doença da alma, da mente e deve ser detectada e tratada o quanto antes, pois da mesma forma que o corpo físico adoece e passa por tratamentos a fim de obter a cura, assim também devem ser tratadas as doenças do plano mental.
A leitura da obra "As mil partes do meu coração", da autora americana Colleen Hoover, me conduziu a um retorno ao meu passado de adolescente deprimida. Essa depressão não reconhecida e não tratada, retornou por mais duas vezes e, em todas elas, cheguei a pensar em suicídio. Quando somos negligenciados, nos sentimos rejeitados dentro de nossa própria casa, por nossa própria família, fica muito mais difícil procurar ajuda e compreender que o que você tem não é frescura. Me identifiquei muito com a personagem principal da história - chamada Merit - e busquei limpar os porões da minha alma, abarrotados de lixo emocional, decidindo perdoar aos outros, me perdoar e seguir em frente, trabalhando minha auto estima e amor próprio, pois sim, para amarmos aos outros, primeiro, devemos saber nos amar!

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"A família Voss é peculiar, imperfeita e cheia de segredos. Com tudo que acontece em Dólar Voss (residência da família) é fácil para Merit se sentir deixada de lado ou inteiramente ignorada. Ela começa a acreditar que não seria uma grande perda para sua família se um dia ela morresse. Mas, antes de morrer, Merit decide que é hora de quebrar o gelo e revelar os segredos mais sombrios a respeito dos outros.
Quando de súbito, ela percebe que, no fim das contas, não quer partir, já é tarde demais. Merit e os demais do clã Voss são obrigados a lidar com as camadas de mentiras que mantiveram a família unida e o poder assombroso do amor e da verdade."

Merit sofre de depressão, mas não admite. Seu tio, detecta seu comportamento estranho e um dia, coloca por debaixo da porta de seu quarto um check list, onde há um questionário sobre seus sintomas. Ela faz o teste e admite que pode estar doente.

1 - Você sente tristeza, vazio ou ansiedade com frequência?
2 - Já se sentiu sem nenhuma esperança?
3 - Você se irrita com facilidade?
4 - Você perdeu os interesses pelas atividades ou pela escola?
5 - Você sente que tem menos energia que o normal?
6 - Você tem dificuldade de concentração?
7 - Notou alguma alteração no seu padrão de sono (troca o dia pela noite por exemplo)?
8 - Sofreu alteração de apetite?
9 - Você se sente indiferente?
10 - Você tem chorado mais do que o habitual?
11 - Tem pensado em suicídio?
12 - Já tentou suicídio?

Se você respondeu SIM, para a maioria das questões acima, considere procurar ajuda psicológica. Você pode estar sofrendo de depressão. E, NÃO, depressão não é frescura e você não é fraco por estar deprimido.
A leitura dessa obra também pode ser de grande valia, por isso, recomendo!

"As mil partes do meu coração" 
Autor: Collen Hoover
Editora: Galera (Record)
Páginas: 330


Avaliação: 5 estrelas

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Leitura de férias - crianças psicopatas - "Segredo de sangue" Tess Gerritsen



Algumas pessoas vão dizer que sou louca, por começar o ano com uma leitura tão pesada. Na realidade, terminei o ano com ela, porém não somente com ela, pois leio vários livros ao mesmo tempo. Então, se servir de consolo, o suspense não foi minha única companhia durante os últimos dias!

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Eu já estava vivendo um affair com a autora Tess Gerritsen há algum tempo. Namorei algumas de suas obras e por fim tomei coragem e adquiri "Segredo de sangue" através de um site na internet.
Confesso que a princípio, quando comecei a leitura e entrei em contato com as personagens principais, a detetive Jane Rizzoli e a médica legista Maura Isles, tentando desvendar os assassinatos de Cassandra Coyle - encontrada morta, em cima de sua cama com os dois olhos arrancados - e de Tim McDougal - encontrado num píer, nu, com o peito estocado por flechas, presumi que esse era mais um livro de suspense policial, como outro qualquer. No entanto, uma reviravolta, envolvendo o passado nebuloso dos jovens assassinados me fez mudar de ideia e me manteve presa até a conclusão da estória.
Acontece que, vinte anos antes dos homicídios de Cassandra e Tim, havia ocorrido o desaparecimento de uma garotinha de 9 anos de idade, chamada Lizzie DiPalma. Um gorro com canutilhos que pertencia a ela, fora encontrado manchado de sangue, por Holly Devine, dentro do ônibus escolar que transportava algumas crianças da escola, para a Creche da Macieira, onde permaneciam até que seus pais pudessem buscá-las depois do trabalho (eu vivi isso! quando era criança, meus pais trabalhavam muito, e depois da escola eu ainda tinha que ir para uma creche). É claro que depois da descoberta de Holly, o motorista do ônibus foi indiciado pelo desaparecimento da menina.
Mas o que Cassandra e Tim tiveram a ver com isso? Eles, Holly Devine e mais um garoto, Billy Sulivan, testemunharam contra o motorista - Martin Stanek - e seus pais, que eram donos da creche, que foram acusados de maus tratos e abuso sexual. Vinte anos depois, após cumprir sua sentença, Martin é solto e violá, as crianças abusadas começam a aparecer mortas.
Óbvio que o assassino é Martin! Só que não.
Com a pulga atrás da orelha e confiando em seus instintos, a detetive Rizzoli se aprofunda nas investigações e descobre que é possível que os infantes inocentes possam ter mentido em seus depoimentos. 

Quem é o assassino???

Recomendo fortemente essa leitura, mas por favor, não confundam a obra de Tess com o filme disponível na Netflix que tem o mesmo nome. O filme é de 1998, o livro, de 2017 e um não tem nada a ver com o outro.

Espero ter aguçado sua curiosidade! 
Boa leitura!

"Segredo de sangue" 
Autor: Tess Gerritsen
Editora: Record
Páginas: 346


Avaliação: 5 estrelas

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

A consciência negra e a Sabedoria dos pretos velhos - Robson Pinheiro


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Dia vinte de novembro comemoramos o dia da consciência negra. Mas o que significa esse dia para nós?
Para cada um, esse dia possui um significado diferente. Para mim, possui uma aura toda especial, pois sempre me lembro dos pretos velhos. Sim, me lembro dos espíritos que compõe essa falange maravilhosa, caridosa e sábia da espiritualidade.
Na umbanda, os pretos velhos são considerados comandantes, líderes das falanges compostas de caboclos, boiadeiros, exus, entre outros. São seres evoluídos e seus conselhos simples, escondem uma sabedoria tão profunda capaz de tocar fundo a alma dos mais incautos.
Todas as vezes que participei de uma gira de direita na Umbanda e me sentei na frente de um preto velho, senti uma paz tão grande... Como a que estou sentindo agora enquanto escrevo esse texto.
Muitas curas, libertações e auxílios me foram prestados sem que eu mesmo abrisse a boca para pedir algo. Eles pareciam enxergar minha alma, meus anseios.
Me lembro do dia em que estava sentido muita dor nos joelhos e me sentei na frente da querida Vovó Rosália. Ela apenas me pediu licença e sem que eu dissesse uma palavra começou a massageá-los. Depois disso conversamos um pouquinho e eu lhe pedi auxílio com meu trabalho, pois estava sofrendo com conflitos entre meus subordinados. Ela me instruiu a fazer banhos, acender velas e depois me aconselhou, daquele jeitinho doce, para que eu não ficasse nervosa, que toda vez que sentisse raiva, me trancasse no banheiro e fizesse a oração do pai-nosso, a fim de me reconectar com a luz.
Simples e sábios conselhos. Conectar-se com a luz é vibrar no amor, na gratidão! E passei a fazer isso, todos os dias, emanando luz a quem me fazia mal e isso foi funcionando.
Pretos velhos são representantes de uma tradição milenar, são espíritos de luz e a consciência negra para mim é muito bem representada por esses seres do astral que se apresentam como velhos escravos, negros, sofridos e humildes, a fim de quebrar os paradigmas de preconceito que separa os seres humanos em grupos étnicos, quando na realidade somos uma só raça, a humana.
Se você quer saber mais sobre os pretos velhos, recomendo que leia o livro psicografado pelo médium Robson Pinheiro e inspirado pelo espírito Pai João de Aruanda.


Pretos velhos não são demônios.
Preto ou branco, independente da cor da sua pele, na hora da morte, todos seremos iguais!!!
Então vamos quebrar o preconceito e finalmente entender que somos parte de um todo, brancos, negros, amarelos ou vermelhos...


quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Tomates verdes fritos - Fannie Flagg

Há muito tempo, uma leitura não me comovia tanto! Enquanto lia esse livro, por diversas vezes me peguei sorrindo sozinha, sentada no banco de um ônibus, ou à beira de lágrimas, em pé, dentro do vagão do metrô.
Percebia o olhar de algumas pessoas, que com certeza pensavam: essa moça deve estar louca...
"Tomates verdes fritos" despertou uma gama de sentimentos em mim. Todos muito bons. Entre eles a nostalgia, que particularmente me resgatou de uma situação complicada pela qual passava, durante a leitura da obra.
A autora Fannie Flagg compôs habilmente essa história, que narra fatos ocorridos no período do pós depressão - após a queda da bolsa em 1929, nos Estados Unidos - mais precisamente no sul do país, no Estado do Alabama.
Todas as vezes que abria o livro começava a tocar "dentro da minha cabeça" uma canção chamada "Sweet home Alabama" da banda Lynird Skynird (inclusive estou escutando ela agora, mas, nos fones de ouvido) que automaticamente me transportava para meu doce lar, no interior, onde os céus são tão azuis quanto os da letra da música.
Rompendo as berreiras do preconceito, através da história de amor vivida por Idgie Threadgood e Ruth Jameson e da convivência fraterna entre os brancos das famílias da Parada do Apito e os negros do vilarejo de Troutville, Flagg nos faz acreditar num mundo melhor, onde amor, amizade, respeito e cumplicidade são capazes de unir diferentes pessoas e mantê-las em paz e coesas, não importa as intempéries que ocorram mundo afora.

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A narrativa se inicia com a notícia da inauguração do Café da Parada do Apito, das proprietárias Idgie e Ruth. O Café passou então a ser o principal point da vila, onde toda a população se reunia para desfrutar de uma boa refeição e da companhia dos vizinhos.
Mas essa história intercala capítulos como o descrito acima, que ocorreram por volta da década de vinte, com capítulos onde a simpática Ninny Threadgood (cunhada de Idgie) já com mais de oitenta anos e residindo no asilo Rose Terrace, narra as desventuras da fraternidade da Parada do Apito, para sua nova amiga: Evelyn Couch, a nora de outra residente do asilo, que entendiada, encontra na amizade com Ninny inspiração para sua desafortunada vida.
Entre uma guloseima e outra, saboreadas pelas duas, Ninny nos transporta para o passado árido dos americanos, sobre tudo dos sulistas, após a queda da bolsa em 1929 que provocou desabastecimento dos mercados e uma profunda crise financeira, que conduziu muitos cidadãos a indigência.
Bons corações como os de Idgie e Ruth, ainda existiam e ambas com sua compaixão desmedida alimentavam os famintos, acolhiam os negros - numa época em que a segregação era regra nos Estados Unidos - e faziam da vida naquela longínqua vizinhança, um fardo leve de suportar.
Termino de escrever essa resenha ao som de "Simple man", outra linda canção do Lynird Skynird. Recomendo fortemente que você faça a leitura dessa obra prima, mas se estiver sem tempo, assista o filme, que deve estar disponível em alguma plataforma de vídeos, com certeza.
Mas do que romper as barreiras de preconceito, essa leitura traz reflexões sobre o nosso humanismo. Pois somos todos humanos e devemos nos respeitar, ao menos. Infelizmente podemos perceber ao longo dos anos que o amor tem se esfriado do coração de muitos. Portanto, façamos nossa parte, vamos amar! Já que a vida é muito curta para desperdiçá-la com tanto ódio!
PS.: O livro tem um bônus com receitas da Sipsey, a cozinheira do Café da Parada do Apito - eu vou testar algumas!

Boa leitura!!!

"Tomates verdes fritos" 
Autor: Fannie Flagg
Editora: Globo livros
Páginas: 429

Avaliação: 5 estrelas
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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

O sorriso da hiena - Gustavo Ávila

Gustavo Ávila é um autor brasileiro da nova geração. Ingressou no mundo da escrita através do mercado publicitário, onde atuou como redator.
"O sorriso da hiena" estreou com seu ambicioso enredo, que envolve três personagens chave: David - um serial killer, que deseja repetir com outras famílias o que aconteceu com a dele, William - um psicólogo de crianças, que viram seus pais serem assassinados e Artur - o investigador autista, que tenta descobrir a identidade do assassino em série, que tem como modus operandi matar casais na frente de seus filhos, deixando as crianças vivas.




William, formou-se psicologo após largar a faculdade de medicina (para mim, a primeira inconsistência da narrativa, porque ele poderia ter concluído medicina e se especializado em psiquiatria) e passou a se dedicar a atender crianças, a maioria delas vítimas de violência doméstica. Porém, uma proposta feita por email, por um misterioso homem chamado David o colocou diante de um complexo dilema moral.
David quer saber se a violência é algo inerente ao homem, e para isso, pretende repetir com outras crianças o que havia acontecido com ele na infância - matar seus pais na frente delas. William, acompanharia seu crescimento e constataria se o trauma seria fator determinante no desenvolvimento do caráter dos infantes, para o bem ou para o mal.
Após cometer os primeiros assassinatos, o homicida passa a ser procurado pela polícia e o investigador Artur, se desdobra para desvendar a identidade do novo serial killer que assombra a população.

A história se passa em local indefinido - aparentemente uma metrópole, aqui no Brasil - e intercala trechos onde se narra o passado, com outros sobre o presente.
Em alguns momentos, tive a impressão de que se passava no exterior, por causa da maneira como o autor se referia a Artur - como detetive - pois detetive é a forma como os americanos chamam seus investigadores. Outra característica que salta aos olhos, e a de que Artur anda de táxi o tempo todo, e não de viatura. Aqui no Brasil, os policiais ganham muito mal e se tivessem que proceder às diligências de suas investigações de táxi, não lhes sobraria um tostão de seu salário!
Em outro momento, o autor fala de policiais atuando em patrulhas ostensivas, mas não se refere a eles como policiais militares, o que soa estranho, já que aqui no Brasil a polícia que investiga (Civil) não realiza patrulhas ostensivas, pois essa função é da Polícia Militar e ambas são independentes - caracterizando um ciclo incompleto de polícia. Na América, a mesma polícia faz tudo, ou seja, o ciclo de polícia lá é completo, por esse motivo eles tem maior êxito em suas investigações.
Porém, o que me transportou de volta ao Brasil, foi a demora para conclusão da investigação feita por Artur - aí sim, acreditei que a narrativa se passava por aqui - dez anos para encontrar o assassino e enfim, prendê-lo!
Por fim, me causou estranheza que o "detetive" Artur possuísse Síndrome de Asperger, pois creio que uma pessoa que apresentasse qualquer grau de autismo, mesmo o mais leve, não seria aprovado nas baterias de testes psicológicos aos quais os candidatos a policial são submetidos.

Tantos furos na narrativa, não passariam despercebidos para uma policial, como eu. No entanto, isso não foi capaz de me tirar o prazer da leitura. De fato é muito instigante e envolvente e não consegui parar até chegar a última página!

Boa leitura!!!

"O sorriso da hiena"
Autor: Gustavo Ávila
Editora: Verus
Páginas: 261

Avaliação: 4 estrelas (Dou quatro estrelas em virtude de não encontrar correspondência entre a polícia descrita pelo autor, com a polícia da vida real).

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Data limite, eclipses de julho de 2019, a vinda de Cristo.

O mês de julho se aproxima e com ele a Data Limite de Chico Xavier, que nos traz esperanças para o futuro da humanidade - pelo menos para aqueles que pensam positivo e vibram no amor.
E não há melhor momento do que o atual, para vibrar na luz!
Alguns arautos dos fins dos tempos, têm anunciado que os eclipses do mês do julho (eclipse solar em 02 de julho e lunar em 16 de julho) irão gerar turbulências planetárias, pois estavam previstos nas Escrituras, como que sinalizando a chegada do período de sofrimentos que antecedem a segunda vinda do Cristo.

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Em Lucas, Capítulo 21, Jesus diz (veja bem, JESUS diz, ninguém mais, ninguém menos que o MESTRE):

"A vinda do filho do homem"
25. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas;

Em Apocalipse 6, o apóstolo João narra a abertura do sexto selo, que antecede o arrebatamento dos servos de Deus, que terão as frontes seladas e serão salvos da tribulação:

"O sexto selo"
12. Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina (*Eclipse solar), a lua toda, como sangue (*Eclipse lunar, conhecido como lua de sangue);

Seria coincidência que a Data Limite, profetizada por Chico, ocorrerá após os dois eclipses do mês de julho? (A Data Limite foi fixada para 20 de julho de 2019)

Vamos nos dedicar a orações por nosso planeta, por nossa humanidade, país, familiares, amigos... Quem possui sensibilidade mediúnica já está sentindo as reverberações da luz, porém também é possível sentir energias densas contrastantes, a medida que a evolução inevitável da raça humana se aproxima: são os últimos estertores das entidades trevosas, que não terão mais espaço para agir entre nós, seja encarnadas ou desencarnadas.
Transformações profundas se aproximam e para os que tem fé, o encontro com nosso Mestre, Jesus Cristo, é um evento ansiosamente aguardado e não temido! Somente aqueles que vibram nas trevas densas, tem medo do que está por vir.

Orai e vigiai!!!

E a propósito, você já leu a Bíblia hoje?


terça-feira, 28 de maio de 2019

Por que todo cristão deve ler Crônicas de Narnia?

Clive Staples Lewis, autor das "Crônicas de Narnia", nasceu em Belfast - capital da Irlanda do Norte - em 1898. Formou-se em letras e literatura aos 22 anos de idade e lecionou na Universidade de Oxford, onde conheceu o amigo J.R.R. Tolkien (autor de "O Senhor dos anéis"), que foi o responsável por introduzir Lewis na fé cristã.


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A partir de então tornou-se grande divulgador do cristianismo, através de obras como: "Cristianismo puro e simples", "Cartas de um diabo a seu aprendiz" e "O peso da glória", entretanto, as Crônicas foram o seu maior legado, sobretudo por possuírem grande capilaridade e aceitação não somente entre cristãos, como também entre indivíduos que professam outras crenças.
Tal característica se deve ao fato de que o autor escolheu a vertente anglicana para exercer sua fé, e os anglicanos, buscam o equilíbrio através de sua filosofia que consiste em combater o fundamentalismo religioso por um lado, mas por outro, evitar posturas excessivamente liberais.
Sob este prisma, C. S. Lewis escreve sete contos, que compilados formam as Crônicas de Narnia, uma obra que buscou extrair os valores mais essenciais da doutrina cristã expressando-os estrategicamente de forma a acessar as pessoas em seus próprios contextos de vida (mesclando-os com elementos mitológicos, por exemplo). Podemos observar isso, na crônica mais conhecida - que virou filme inclusive - "O leão, a feiticeira e o guarda-roupa" que narra as aventuras dos quatro irmãos, Lucia, Edmundo, Susana e Pedro, ao lado do leão Aslam (que representa a figura de Cristo) lutando para libertar Narnia da era invernal, imposta pela Feiticeira Branca. Aslam, para salvar seu povo, se entrega em holocausto à Feiticeira e ressuscita posteriormente (mais uma alusão a morte e ressurreição de Jesus) para enfim derrotar o mal.
Narradas em formato de contos de fadas, as historinhas são interessantes tanto para crianças quanto para adultos. A fluidez na escrita e as alegorias utilizadas por Lewis, são capazes de nos transportar a esse mundo mágico e ao mesmo tempo extrair lições maravilhosas de empatia e lealdade.
Recomendo que os pais leiam para seus filhos pequenos. Recomendo que os adultos deixem o livro na cabeceira de suas camas e leiam, pelo menos um capítulo por dia, antes de dormir. São mais de setecentas páginas, mas se você fizer isso, tenho certeza que quando se der conta já estará chegando às páginas finais.
No meu ver, plantar a sementinha do bem, dos valores positivos, nos corações de nossas crianças é fundamental para que no futuro, tenhamos uma sociedade mais justa e equilibrada.


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"Crônicas de Narnia" - Volume único
Autor: C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Páginas: 750

Avaliação: 5 estrelas
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