quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O diário de Anne Frank - um bálsamo em tempos difíceis.

Anne Frank era apenas uma adolescente, quando a Segunda Guerra Mundial atingiu seu auge na Alemanha. 
Em seu aniversário de 12 anos, ganhou um diário que foi sua grande fonte de conforto e ajuda, durante os dois anos de isolamento que foi forçada a enfrentar, para poder escapar das garras dos nazistas, ávidos por exterminar judeus, como ela.
Vivia em Frankfurt - Alemanha - inicialmente, mas sua família migrou para Amsterdã -Holanda, a fim de buscar uma vida mais digna, uma vez que o partido nazista alemão, havia imposto duras restrições ao povo judeu que cerceavam sua liberdade de ir e vir. Os nazi, limitaram o convívio judeu a zonas delimitadas, sendo que estes não podiam frequentar as mesmas escolas, padarias, lojas, sorveterias, e até ônibus, que os demais. Além de é claro, terem que usar uma estrela amarela, desenhada na camisa, que os distinguia dos cidadãos não judeus.
Em Amsterdã, após a invasão nazista, os judeus passaram a ser perseguidos e enviados a campos de concentração. A família Frank, auxiliada por colegas de trabalho de Otto, o pai de Anne, passou então a esconder-se no sotão, ou anexo secreto, da fábrica de temperos onde Otto trabalhava, junto com mais uma família, os Van Daan. 
É interessante observar através da leitura do diário, sua importância como válvula de escape para uma jovem tão ativa quanto Anne, que passou os próximos dois anos de sua vida enclausurada em um minúsculo apartamento, sem poder sair e as vezes sem nem sequer poder olhar para fora, pela janela.
Acompanhar o amadurecimento da jovem, através da leitura de suas memórias, é de emocionar os corações mais endurecidos.
De adolescente rebelde, a mulher segura de si: com quatorze anos podemos observar uma Anne cheia de personalidade, forte. Uma jovem que construiu os alicerces de seu caráter sob o prisma de uma guerra cruel, e de um isolamento que seria capaz de deixar qualquer ser humano louco.
Mas Anne Frank, foi capaz de provar que mesmo sob condições de vida extremas, é possível construir valores éticos, e ainda cultivar a felicidade, encontrada na essência das coisas mais simples da vida.

"... a beleza continua mesmo a existir, mesmo na desgraça. Se a procurar, você descobrirá cada vez mais felicidade, e recuperará o equilíbrio. Uma pessoa feliz tornará as outras felizes; uma pessoa com coragem e fé nunca morrerá na desgraça." - Anne Frank.

Infelizmente, a família Frank foi descoberta pelos nazistas e todos foram enviados a campos de concentração, espalhados pela Europa.
O diário é interrompido neste ponto.
Mas, para nosso júbilo, Otto Frank sobrevive ao Holocausto, e recuperando o diário da filha, através de sua colega de trabalho Miep, que o havia encontrado no chão do anexo, o publica, transformando-o em uma obra-prima e um patrimônio histórico-cultural da humanidade.

Recomendo a leitura deste diário. 
Os tempos estão difíceis e as memórias de Anne são um bálsamo para a alma, pois são capazes de reacender a chama da motivação que necessitamos, para lutar por dias melhores!




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