quinta-feira, 17 de maio de 2018

Uma sombra na escuridão - Robert Bryndza

Sabe aquele momento, que agente passa distraído pela vitrine da livraria e tem a atenção desviada, repentinamente, para uma placa com os dizeres: oferta, 70% de desconto em livros!!!
Foi num rompante de consumismo, estimulado por uma promoção como essa (que era boa mesmo, nada de enganação!) que adquiri meu exemplar do título "Uma sombra na escuridão" do autor  britânico Robert Bryndza.
Já critiquei outros autores britânicos neste blog, mas hoje vou seguir um caminho diferente: vou elogiar.
Robert Bryndza é também autor do best seller "A garota no gelo", que pretendo ler posteriormente, para conhecer mais da personalidade de sua protagonista - Erika Foster, uma detetive obstinada e destemida da Polícia Metropolitana de Londres, que no suspense "Uma sombra na escuridão" me cativou instantaneamente.
Logo de cara já me identifiquei com Erika, porque ser mulher no meio policial é uma tarefa desafiadora e exige muita determinação por parte de nós, mulheres, que tendemos a enfrentar um ambiente de trabalho extremamente machista e preconceituoso.
Apesar de muito competente, Erika possui seus demônios internos. Em uma batida policial ocorrida anos antes, a detetive perdera vários parceiros e o próprio marido (que também era policial). Desde então, sua eficiência profissional passa a ser comprometida, sobretudo por sua impulsividade.
Dois anos depois do fato acima referido - em uma tarde de verão londrina - a equipe da detetive Foster, recebe uma ligação que solicita uma viatura para uma cena de homicídio. Um médico de meia idade, o Dr. Gregory Munro, é encontrado morto em sua casa, com um saco amarrado na cabeça.
Os detetives auxiliares de Erika, Moss e Peterson, além do legista Isaac Strong, colaboram muito para a investigação que é conduzida de forma a encontrar a assassina (sim, eles desconfiam que seja uma mulher) que dois dias depois volta a cometer mais um crime - a morte do jornalista sensacionalista Jack Hart.
A perícia por fim, confirma que o DNA encontrado nos locais dos assassinatos é de uma mulher, e fotos tiradas por um paparazzi nas redondezas da casa de Jack confirmam que antes de sua morte, uma figura feminina vestida de preto, esteve presente no local.
Após o terceiro assassinato - a mulher já se torna de fato uma serial killer - Erika está louca para colocar suas mãos na criminosa. Entretanto, uma reviravolta acontece, surpreendendo-nos e ocasionando o afastamento de Foster das investigações.

Apesar das intempéries que surgem, a obstinada detetive não vai desistir de desvendar o mistério por traz de todos os assassinatos, nem tampouco se deixará abater por algumas questões pessoais que a põem a prova naquele momento.

Recomendo a leitura dessa frenética obra, porém cabe uma ressalva. Tenho certeza que os leitores mais assíduos podem vir a notar certos furos no roteiro, no entanto, estes não comprometem a qualidade da leitura que flui e tem uma enorme capacidade de nos prender.

Se você for ler antes de dormir, não esqueça de olhar debaixo da cama... 

 Boa noite!


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