Comemoro esse mês 28 anos de vida, e portanto faço uma pausa para este momento de reflexão, que vem bem a calhar:
NÓS MULHERES QUE GERAMOS A VIDA, TAMBÉM TEMOS O DIREITO DE INTERROMPÊ-LA TÃO PRECOCEMENTE?
O tema que escolhi hoje foi o aborto, justamente porque ele contrasta com meu atual momento de comemoração, pelo meu nascimento - pela vida!
Vim ruminando esse assunto, desde que comecei a ler o livro Freakonomics (dos autores Steven Levitt e Stepher Dubner, 2012, Editora Elsevier) - o qual recomendo muitooo!!!
O assunto é tratado no capítulo 4 do livro, que cita o processo Roe x Wade, ocorrido na década de 70, nos Estados Unidos, culminando posteriormente na legalização do aborto no país - e pasmem - o livro conclui que, a queda dos níveis de criminalidade nos EUA, na década de 90, se deve muito ao fato de que mães pobres, e sem condições de criar seus filhos, realizaram abortos legais (portanto mais seguros) o que preservou sua saúde e poupou a América da presença de jovens desestruturados e futuros potenciais criminosos aprontando por aí - já que os mesmos, acabaram não nascendo!!!
Cabe lembrar que Levitt é economista e baseia suas conclusões em dados obtidos estatisticamente - portanto se você tem dúvidas, confira o livro.
O mesmo livro fala da história do ditador comunista Nicolae Ceausescu, que proibiu o aborto na Romênia, em 1966 - lembrando que o país possuía uma das políticas mais liberais em relação ao tema.
Muitas crianças nasceram e cresceram revoltadas com o regime comunista soviético, e as mesmas foram as grandes protagonistas da expulsão de Ceausescu do país e seu fim trágico, que culminou em sua deposição e fuzilamento.
Novamente, vamos lembrar: a queda de Nicolae foi precipitada pelos próprios rebentos, salvos do aborto graças a suas leis.
Após a análise fria do assunto - já que o ponto de vista "freakonomics" é bem objetivo, ou seja, analisa a sociedade de maneira nua e crua, como ela realmente é - estendo sobre essa conversa o véu da moralidade, levando em consideração a sociedade idealizada, isto é, como ela deveria ser...
Tava demorando, mas vou dar minha opinião sobre o tema, afinal imparcialidade não é o forte dos blogs!
Particularmente, e como profissional farmacêutica (que defende a vida) - creio que em pleno século XXI, o aborto não seja a melhor solução no sentido de controlar a natalidade, haja vista, que hoje dispomos de uma gama gigantesca de aparatos para evitar uma gravidez indesejada: que vão desde anticoncepcionais em pílulas, injeções, adesivos, implantes e anéis vaginais, das mais variadas dosagens. Além dos DIUs convencionais e hormonais, camisinhas (masculina e feminina), diafragma, etc... Ou seja, engravida quem quer!
Portanto, no meu ponto de vista, só há justificativa para o aborto em situações graves (o que inclui o estupro).
A educação sexual deve ser levada mais a sério!!!
Entendo que no ponto de vista de algumas mulheres, legalizar o aborto seria diminuir o risco de vida para mães que praticam esse ato clandestinamente, nas mãos de pessoas inescrupulosas. Algumas mulheres também tentam o aborto caseiro, tomando todo tipo de beberagens, usando agulhas de tricô, comprando Misoprostol clandestinamente... enfim...
Continuo firme na minha opinião em defesa da vida e sobretudo, da educação!
A ignorância é a raiz dos males de uma sociedade que, se não abrir seus olhos a tempo, irá ruir e desmoronar!
AS CRIANÇAS SÃO O FUTURO!!!

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