quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O menino que desenhava monstros - LEIAM ANTES QUE VIRE FILME!

Predileção pela literatura de suspense é a característica que nos impulsiona a garimpar títulos como este: "O menino que desenhava monstros". Porém, se engana aquele que julga o livro pela capa. Longe de possuir tal vício, devemos mergulhar fundo nas histórias e com isso desvelar seu real significado, a sua essência.
Recomendo esse livro de Keith Donohue por ser doce e comovente, com pinceladas de suspense na medida certa.

O pequeno Jack Peter, um garoto de 10 anos de idade, possui um tipo de autismo denominado Síndrome de Asperger. Além do autismo, a fobia social adquirida após um afogamento que o garoto sofre na infância fazem de J.P uma criança reclusa, não só entre as quatro paredes de casa, mas também o tornam refém de sua própria mente.
Mente criativa, fervilhante e um tanto perversa para um jovenzinho - diga-se de passagem.
A mãe de J.P, Holly, não se conforma com a situação do filho e busca aconselhamento na paróquia, junto ao padre Bolden e sua governanta, a Srta. Tiramaku (que também é portadora da mesma Síndrome). O pai de Jack, Tim, não concorda com tal conduta, sempre esperançoso de que a situação do menino seja algo transitório.
O único amigo de J.P é o pequeno Nick. Os dois possuem a mesma idade, mas Nick é um rapazinho esperto e ativo, e desde o começo nota-se uma ligação anormal entre os dois, que é bastante explorada ao longo do enredo.
É num ambiente invernal de fim de ano no Maine - deserto, nevado e assombroso - que a dinâmica criada por Donohue se desenrola, envolvendo toda a família e amigos, fazendo-nos acreditar em monstros e fantasmas (os yurei da Srta Tiramaku). 
Ou será que tais coisas não passam de alucinações de mentes colapsadas pelo auto-encarceramento de suas vidas?
A narrativa flui, não se torna cansativa em momento algum. Esse é aquele tipo de livro que não queremos parar de ler, e que quando acaba... Pedimos mais, por favor!!!
A mesma situação vista dos pontos de vista dos diferentes personagens, e os caminhos pelos quais somos conduzidos durante a leitura nos levam a acreditar em muitas possibilidades, mas o fato é que é impossível prever o final.

# Sacada de gênio!!! 

E tenho certeza que o cineasta James Wan se encantou por este drama/suspense não só pela obscuridade que o mesmo traz em diversos momentos, mas justamente por essa aura de inocência exaltada nos momento maternais de Holly, ou através do amor que sabemos existir entre J.P e Nick, porque isso torna o conto mais humano, menos tétrico. É essa a nova tendência dos suspenses - portanto, recomendo muito O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS. Depois de Joyland, é meu suspense favorito.

LEIAM ANTES QUE VIRE FILME!

Boa noite ; )


A Darkside, sempre arrasando nas capas né gente!!!


Nenhum comentário:

Postar um comentário