O caos causado pela pandemia do coronavírus, somado a quarentena imposta aqui no Brasil, nos leva a ponderar sobra as teorias da conspiração a respeito da China.
Teria a China manipulado esse vírus e o disseminado, como estratégia para enfraquecer a economia mundial e tomar a posição na vanguarda como maior potência global?
A leitura de uma obra espetacular - "Crash", do jornalista Alexandre Versignassi - mostrou-me do que a China foi, e é capaz de fazer, para seduzir o planeta com seus produtinhos "xing ling" e quem sabe dessa forma, comendo pelas beiradas sutilmente, sem representar grandes ameaças, chegar lá: no topo pirâmide econômica.

Seguem alguns trechos do livro, que achei interessantes:
"Como a China é o maior exportador do mundo, o Partido Comunista faz o yuan valer o que é bom para as exportações: bem pouco em relação ao dólar.
O país de onde saem 65% dos calçados, 90% dos brinquedos e quase 100% dos iPhones e iPads do planeta, mantém sua moeda desvalorizada artificialmente para que os produtos saiam mais baratos no exterior.
Artificialmente, por causa do seguinte: o resto do mundo precisa de yuans para pagar pelo que é feito lá... Afinal, os salários dos trabalhadores chineses tem que ser pagos em moeda chinesa. Como centenas de países do mundo são compradores de moeda chinesa, o yuan deveria estar razoavelmente valorizado... O que o Partido Comunista faz para manter o valor da moeda baixo é sair comprando qualquer excesso de dólar que aparece em seu mercado interno.
Só em 2010 "sobraram" 183 bilhões de dólares no mercado interno chinês - é quando as exportações bateram as importações lá, o superavit comercial deles. O que o governo chinês fez, claro, foi comprar boa parte desse excedente. Assim o dólar não cai e o yuan não sobe.
Essas compras de dólar que o governo faz o tempo todo, deixaram o Estado chinês com a maior poupança de dólar no mundo. São 3 trilhões...
... Sim, tem um lado inflacionário nesse aspirador de dólares chinês. Comprando moeda americana dentro da China no volume que eles compram, a economia acaba lotada de yuans.
Claro que isso pressiona a inflação. Mas não é que ela se manteve sob controle? O país segurou a bronca do aumento da quantidade de moeda produzindo loucamente no mercado interno, ou seja, fazendo com que os yuans novos tivessem como ser usados para comprar coisas novas...
Só Xangai levantou 6.700 prédios de mais de 10 andares entre 1990 e a metade da década passada. Até 2009, a China inaugurava duas usinas termelétricas por semana. Xangai, que até 1995 não tinha metrô, hoje tem o maior do mundo, com 289 estações e 500 quilômetros de linhas.
... Mas existe um limite para a quantidade de prédios, trens e usinas que a China pode continuar produzindo, pelo menos na velocidade com que faz hoje. E aí a inflação pode se instalar e corroer tudo, Qual é esse limite?"
Pois é, a China começou então a expandir seu império, como Roma fez no passado. Agora tem linhas de trem, portos e aeroportos em outros países. Ou seja, essa expansão garante que a inflação não a consuma e de quebra, ela se tornará o novo Império Ascenso.
Um empurrãozinho, como a pandemia de coronavírus surgida recentemente, pode antecipar as coisas, sobretudo se os Estados Unidos entrarem em recessão e quebrarem.
Não sei o que você leitor, pensa sobre isso. Mas fica a dica de leitura que vai agregar muitos outros conhecimentos a respeito de economia, os quais são essenciais para a compreensão do que está acontecendo no mundo nesse momento - bolsas despencando, dólar subindo, recessão econômica.
Vale a pena ler, pois conhecimento é poder! Ter uma visão crítica dos fatos é fundamental para que você não seja massa de manobra nas mãos de outros, sobretudo quando esses "outros" possuem um interesse de dominação das massas e manutenção de poder, que pode afetar muito a sua vida!
Boa leitura
"Crash - uma breve história da economia"
Autor: Alexandre Versignassi
Editora: Leya
Páginas: 334
Avaliação: 5 estrelas

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