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| Bram Stoker |
Finalmente decidi ler o romance gótico "Drácula" do escritor irlandês Bram Stoker. Antes de postar a resenha (e já adianto que a leitura está sendo uma experiência maravilhosa) quero falar um pouco mais sobre o autor e também sobre o líder romeno que o inspirou para criação de sua personagem.
Abraham Stoker nasceu em 1847 em Dublin - Irlanda. Desde cedo demonstrou grande paixão pela escrita, chegando a atuar como jornalista, diretor de peças teatrais e funcionário público. Graduou-se em matemática, mas a paixão por escrever estórias tornou-se sua principal atividade.
Já era um ensaísta maduro quando resolveu escrever seu épico "Drácula". O romance gótico foi fruto de muitas pesquisas, através das quais Bram se aprofundou nos contos do folclore europeu envolvendo o mito do vampiro.
Baseando-se no cruel Vlad Tepes, o "Empalador", escreveu uma narrativa lúgubre e sombria, de personagens fortes - como o médico holandês Van Helsing - que também foi retratado no cinema e seriados, como caçador de vampiros.
Vlad Tepes, Vlad III, ou Vlad Dracul, como queiram chamar - era conde e príncipe. No século XV governava a região da Valáquia, uma província que ocupava quase todo o sul da Romênia. Resistindo à invasão do Império Otomano, Vlad Tepes matou de forma cruel milhares de inimigos, construindo sua reputação que ecoa ao longo dos séculos.
Vlad III recebeu o apelido "Tepes" que significa "Empalador" porque simplesmente empalava sua vítimas e muitas vezes assistia sua morte lenta e dolorosa, comendo na frente delas. Empalar, significa introduzir uma estaca no ânus de uma pessoa (ou no abdome, o que é menos chocante) enquanto ela agoniza, dias a fio.
Já o título "Dracul" vem da ordem cristã (isso mesmo, cristã) romena, dos Dragões a qual seu pai Vlad II pertenceu e cuja principal função era defender a Europa cristã do Império Otomano. Drácula, significa filho do dragão, mas dependendo da tradução pode também significar filho do diabo - isso se explica porque em romeno atual, dracul, significa diabo.
Após anos de batalha contra os otomanos, Vlad III sucumbiu e foi aprisionado por estes. Mas sua morte foi um mistério.
Quanto a lenda de que Vlad teria voltado dos mortos, boatos diziam que em uma de suas lutas teria batido a cabeça e entrado em coma. Porém, do dia para noite ele acordou e como se nada tivesse acontecido, voltou a guerrear.
Entre os romenos é considerado um herói de seu povo. Mas para os povos europeus, entrou para o rol dos mitológicos vampiros - seres sedentos por sangue.
Com maestria Bram uniu a figura histórica ao mito popular transformando-o num clássico, através de sua escrita soturna, porém poética.
Vale lembrar, que para os espiritualistas, vampiros existem, mas não sugam sangue e não são mortos vivos. São na realidade espíritos desencarnados que sugam a energia vital de seus obsediados. Para afastar tais espíritos, a fé em Cristo (o uso do crucifixo) e os banhos com ervas para limpar a aura (com casca de alho por exemplo) são antídotos essenciais.
Enfim, recomendo a leitura dessa obra sensacional! Sem dúvida alguma, Drácula é a personagem mais conhecida e explorada pela literatura, pelo cinema, e elevou o mito do vampiro a algo que transcende as mais diversas culturas!

A resenha chega em breve!

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