quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A Corrente - Adrian McKinty

 "A Corrente" foi a obra que me acompanhou em minha viagem de férias esse ano. Sim, férias! Porque nós profissionais de saúde não ficamos em quarentena.
Passei uma semana em Capítólio - Minas Gerais - paisagem bucólica, águas cristalinas e revitalizantes. Deitada em uma espreguiçadeira, com o Rio Grande a frente, eu devorava o livro nos finais de tarde e o fato de ser uma leitura mais densa, não tirou o prazer daqueles momentos de abstração e sossego. Foram dias que guardarei na memória para sempre!


Segue a resenha:

O dia começa como qualquer outro. Rachel Klein deixa sua filha Kylie no ponto do ônibus escolar e segue para uma consulta na oncologista, mas um telefonema desconhecido muda tudo.
Do outro lado da linha, a voz implacável de uma mulher a avisa que Kylie está no banco de trás do seu carro e que Rachel só verá a menina de novo se, além de pagar o resgate, sequestrar outra criança.
Assim como Rachel, a mulher é mãe, e também teve seu filho sequestrado. Se Rachel não fizer exatamente o que ela manda - rompendo assim o elo da "Corrente" - o menino morre e Kylie também. Agora, inevitavelmente, Rachel faz parte dessa "Corrente", um esquema aterrorizante que transforma os pais das vítimas em criminosos - e ao mesmo tempo, deixa alguém muito rico.
Rachel é uma mulher comum mas, nos dias que se seguem, será levada a extremos que ultrapassam todos os limites do aceitável. Ela será obrigada a fazer escolhas morais inconcebíveis e executar ordens terríveis. A "Corrente" é apavorante e totalmente anônima. As regras são simples: pagar o valor de resgate exigido, escolher outra vítima - que não seja próxima a policiais, políticos ou jornalistas - e cometer o ato abominável do qual, apenas vinte e quatro horas antes, você se julgaria incapaz.
As mentes sádicas e insanas por trás da "Corrente" sabem que os pais farão qualquer coisa pelos filhos. Mas dessa vez, a entidade não sabe que se deparou com uma oponente à altura. Rachel é perspicaz, determinada e uma sobrevivente do câncer!

O autor irlandês, Adrian McKinty, inspirou-se em um esquema inventado pelos cartéis mexicanos, no qual membros da família podem se oferecer para trocar de lugar com uma vítima de sequestro mais vulnerável. O cartel de Jalisco, aterrorizou o México com suas estratégias macabras e McKinty, associou essa ideia a sua própria experiência de vida com "Correntes". Quando criança, recebeu uma dessas cartinhas de corrente, típicas da infância, que quando "rompida" promete causar danos irreparáveis a quem não a passar para frente.

Na minha opinião essa é uma história original, que prende a atenção e nos sensibiliza com os dramas vividos por Rachel. Além de enfrentar um câncer, ela ainda tem de lidar com o sequestro da filha - imagine o sofrimento! A demonstração de força dessa mulher é algo admirável e no final da história foi impossível conter as lágrimas de felicidade pelo destino dessa linda personagem! (Eu sou dessas que se envolvem emocionalmente com suas leituras!)



"A Corrente" 
Autor: Adrian McKinty
Editora: Record
Páginas: 373

Avaliação: 5 estrelas

Resultado de imagem para cinco estrelas

Nenhum comentário:

Postar um comentário