Há momentos na vida que a gente desvia um pouco o foco das coisas que amamos, para vivenciar experiências novas. Nos últimos anos fomos compelidos a olhar para dentro, rever nossas atitudes, fazer novas escolhas...
Me afastei um pouco da leitura durante esse período, por necessidade do trabalho, por me aproximar de novas (e maravilhosas) experiências - como a gestação e a maternidade, e agora, senti uma vontade enorme de retomar minha relação com meu primeiro grande amor: a leitura!
Concluí a genial trilogia - Mr. Mercedes - do mestre Stephen King e minha admiração por esse autor só aumentou após essa leitura! Segue abaixo a resenha:
Brad Hartsfield é um jovem ambicioso, porém fracassado na vida. Profundo conhecedor de tecnologias na área de informática, tenta a sorte lançando vários de seus inventos, no entanto nenhum deles decola ou faz sucesso. Frustrado, Brad planeja atentados criminosos, visando matar e ferir pessoas, a fim de extravasar seu ódio pela humanidade, incapaz de reconhecer seus talentos.
Entretanto, insatisfeito em manter o segredo da autoria de tamanhas atrocidades só para si, após o cometimento dos crimes, Brad passa a se corresponder com o Detetive de Polícia aposentado, Bill Hodges, e aí começa a saga - o jogo de gato e rato entre os dois, que é o foco principal desse primeiro livro.
Com ajuda de dois amigos - Holly e Jerome - Bill, dedica dias a noites à caça do assassino do Mercedes, com o objetivo de dar uma resposta à sociedade, que anseia pela prisão do autor do terrível atentado.
Livro 2 - Achados e perdidos:
Após "solucionar" o caso "Mr Mercedes" Bill Hodges se vê frente a um novo e auspicioso desafio - encontrar o assassino do afamado escrito John Rothstein - Morris Bellamy - que na década de 70 havia cometido o homicídio e furtado vários cadernos contendo rascunhos de obras que o autor estava escrevendo, sem no entanto, ter intenção de publicá-los. Morris se dizia fã número um de Rothstein, e considerava um absurdo seu ídolo manter seus livros "impublicados".
Por intermédio da família Saubers, mais precisamente do garoto Peter, que encontrara enterrado nos fundos do terreno de sua residência um baú, contendo diversos cadernos, Hodges começa uma caçada alucinante a Bellamy, com o auxílio de seus colaboradores Holly e Jerome, que agora lhe prestam assistência em sua agência de investigação particular. Pois é! O caso "Mr Mercedes" rendeu bons frutos a essa equipe mais que do competente.
Livro 3 - Último turno:
No último volume da trilogia, o retorno inevitável de Brad Hartsfield acontece envolto em uma aura sobrenatural.
Bill, ainda atuante em sua agência de detetives (contando apenas com Holly, pois Jerome se mudara para cursar a Universidade) continua suas visitas a Brad, no hospital psiquiátrico.
Não vou dar spoilers, você terá de ler o primeiro livro para entender o que aconteceu com o assassino do Mercedes, certo?
Mas nem a percepção aguçada de Hodges foi capaz de detectar a ocorrência de eventos sobrenaturais envolvendo Brad, as enfermeiras e posteriormente, pessoas relacionadas ao caso "Mr Mercedes" - muitos sobreviventes do atentado e pessoas indiretamente relacionadas a ele, passam a se suicidar.
Apenas após a tentativa de suicídio de Barbara (irmã de Jerome) é que o detetive passa a investigar os casos e descobre que todas as pessoas que haviam atentado contra sua própria vida, coincidentemente estavam jogando o Zappit, um joguinho inofensivo de caça a peixinhos coloridos.
Estaria Brad, manipulando e incitando as pessoas a cometer suicídio através do jogo?
A resposta a essa pergunta é o que dá a tônica sobrenatural ao último episódio desse thriller eletrizante.
Para finalizar, gostaria de dizer que o melhor de tudo nessa jornada foi o carinho e a empatia que foi me conectando a esse personagem fantástico que é Bill Hodges. Confesso que terminei o terceiro livro com muita dor no coração por causa dele!
Se você, assim como eu já era fã de Stephen King, depois de ler a trilogia, vai se apaixonar ainda mais - o cara é o rei mesmo!
"Trilogia Mr. Mercedes"
Autor: Stephen King
Editora: Suma de letras
Avaliação: 5 estrelas (se pudesse, daria 1.000)


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