terça-feira, 5 de julho de 2022

"Ansiedade 2 - Autocontrole" Augusto Cury

 Nesse texto vou abrir meu coração. Esse é meu blog, meu espaço, então para variar acho que posso me dar ao luxo de fazer isso de vez em quando.
Eu cresci em um lar tóxico, com um pai narcisista e uma mãe co-dependente emocional - resumindo - vivi um inferno na terra. Algumas pessoas de fora que não conheçam a dinâmica de uma família narcisista podem achar exagero, mas vai por mim - não é! Abuso psicológico é mais sutil, mas também é abuso.
Desde cedo percebi que tinha algo errado com meus pais. Eu não podia levar problema para eles, que eles se irritavam - algo de ruim que tivesse acontecido na escola, alguma dificuldade com os estudos... Então entendi que tinha que me virar sozinha (esse comportamento narcísico se chama "desamparo aprendido", quando a gente descobre que não pode contar com eles para muita coisa). Apesar disso, as exigências deles eram muito altas - tinha que tirar as melhores notas, ajudar com todas as tarefas domésticas, além de ajudar a cuidar do meu irmão mais novo e mesmo tentando ser a filha perfeita, pasmem, eu nunca era boa o suficiente, eles sempre davam um jeito de achar pelo em ovo. Principalmente a minha mãe.
Minha mãe melhorou bastante desde que eu decidi cortar relações com eles, há uns doze anos atrás. Quando saí de casa, ela começou a me procurar dando uma de Madalena arrependida. Hoje sei que esse comportamento, de tentar trazer a vítima de volta para o ciclo de abuso narcísico se chama "hoovering" e nem sempre vai ser executado pelo narcisista, no caso da minha família é minha mãe que assume esse papel de comparsa do "criminoso" compactuando para que o ciclo macabro permaneça. A denominação que se dá para os súditos fiéis dos narcisistas é "macaco voador" e hoje percebo o quanto minha mãe também é transtornada por não se aperceber disso.
Não vou me aprofundar em detalhes da minha relação com meus pais, pois não é o escopo da postagem. Mas quero deixar claro que foi essa convivência tóxica, focada em atingir as expectativas "inatingíveis" desses seres sem alma, que me tornou uma pessoa extremamente ansiosa e estressada.
Parafraseando o Dr Augusto Cury, em sua obra "Ansiedade 2 - Autocontrole" o estresse é um mecanismo de preservação da existência. Quando somos expostos aos gatilhos de memória negativos que nos geram ansiedade, de maneira contínua, desenvolvemos um constante "estado de alerta" - o corpo libera adrenalina, pronto para lutar ou fugir. Agora imagine viver anos submetido a esse "estado de hipervigilância"!!! Não há psicológico que aguente.
O meu psicológico sucumbiu de vez em julho de 2019. Com a pressão nas alturas fui parar no pronto atendimento do hospital em que eu trabalhava - totalmente desmemoriada - não lembrava de nada, do nome de ninguém. Foi tenso.
Cheguei a esse ponto porque passei a reproduzir esse padrão de comportamento em todas as áreas da minha vida, inclusive no trabalho, e a consequência disso foi um colapso nervoso.
A partir de então escolhi romper com essa programação mental limitante que me impedia de viver plena e feliz. Obtive ganhos imensuráveis através do uso de ferramentas como ho'oponopono, meditação, reiki, biokinesis, leituras e por fim, a jornada de reconexão com meu eu superior.
Me conectar com minha essência divina me fez compreender que todas essas crenças limitantes e programações de ansiedade e estresse era memórias do meu ego e expandir em consciência foi fundamental para me libertar.
A leitura de "Ansiedade 2 - Autocontrole" me auxiliou na compreensão da teoria por trás dos nossos padrões e da cura para eles. Os ganhos que obtive me proporcionaram maior saúde e inteligência emocional, pois finalmente entendi que:
1. Devo superar a necessidade ansiosa de ser perfeita - o ego nunca vai ser perfeito, mas nossa essência divina sim;
2. Devo superar a necessidade de evidência social - fazer as coisas para "aparecer" é o pior dos erros do ego;
3. Devo superar a necessidade ansiosa de controle e poder - não é possível controlar o que está fora de nós;
4. Devo superar a necessidade ansiosa de julgar os outros - o que incomoda no outro, com certeza, encontra espelhamento em mim;
5. Devo superar a necessidade ansiosa de cobrar os outros - a solução dos nossos problemas está dentro de nós;
6. Devo superar a necessidade ansiosa de de me preocupar com o que os outros pensam e falam de mim;

Portanto, recomendo a leitura para aqueles que além das práticas de reprogramação, anseiam por uma compreensão mais aprofundada dos mecanismos neurais que nos levam a desenvolver transtornos de estresse e ansiedade, nos tornando cronicamente infelizes. 

Boa leitura!


"Ansiedade 2 - Autocontrole" 
Autor: Augusto Cury
Editora: Benvirá
Páginas: 180

Avaliação: 5 estrelas

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