quarta-feira, 28 de março de 2018

Onde está Elizabeth? - Emma Healey

Onde está Elizabeth? - é o segundo livro de uma autora britânica que leio este ano. E a impressão de que os ingleses não são tão habilidosos em escrever ficções atrativas, permanece.
Escolhi o título, dentre muitos outros que vi na prateleira da biblioteca, pois a capa e a sinopse despertaram em mim,  grande interesse. Segue a resenha:

Moud é uma idosa com problemas de memória. Confusa, rompe com a realidade quando não consegue se situar no espaço ou no tempo.
Por vezes, nem sequer é capaz de se lembrar de que já tomou seu café da manhã e está sempre acumulando xícaras cheias de chá na estante da sala, por não se recordar de bebê-las.
Nesse torvelinho de pensamentos desencontrados, surge um questionamento em sua mente: Onde está Elizabeth? - sua amiga, que há dias não telefona e que tampouco encontrava-se em casa, em todas as vezes que Moud tentou visitá-la.
Essa pergunta é incessantemente repetida. Seus familiares e pessoas próximas a ignoram, pois já estão cheios do comportamento da idosa.
Em alguns momentos, toda a confusão criada por Moud se torna cômica - o que salva a obra de ser um completo tédio. Digo isso, porque a repetitividade do assunto torna o enredo um tanto cansativo.
Além disso, é necessário frisar que a narrativa se desenrola em primeira pessoa, o que na minha opinião empobrece a história. O tempo todo, só temos um único ponto de vista sobre as situações - que é o de Moud.
Não podemos deixar de admitir, que a intenção da escritora foi boa ao escolher essa modalidade de narrativa, visto que seu objetivo é o de nos transportar para dentro da mente senil e doente de uma idosa que provavelmente está sofrendo de Mal de Alzheimer.
Em nenhum momento, Emma Healey alega que a personagem sofre de Alzheimer, entretanto, presumi isso, porque através de gatilhos de situações do presente, Moud relembra com riqueza de detalhes das situações passadas, que giraram em torno do desaparecimento de sua irmã Sukey, ocorrido durante a Segunda Guerra.
Entrelaçando as confusões do presente com a vivência palpável do passado, o contexto não linear desta narrativa leva-nos a acompanhar a resolução dos dois mistérios, os sumiços de ambas mulheres - Elizabeth e Sukey.
Num determinado momento, o desaparecimento de Sukey vai ganhando maior importância e torna-se então o foco central da história, e então percebemos que a mente doente de Moud, mesmo envolvida num pandemônio, possui como verdadeiro objetivo: recordar e descobrir porque sua irmã desapareceu.

Enfim, não vou ser leviana de dizer que esta obra não possui relevância. Possui sim, mas como disse anteriormente a condução repetitiva do tema "sumiço", a torna bem fatigante e várias vezes corri a leitura porque me senti entediada.

Como sempre, recomendo a leitura, pois talvez você chegue a uma conclusão diferente da minha.
Então se você sentir vontade e tiver coragem, mergulhe na estória de Emma, já que algum aprendizado poderá extrair dela.
Vale ressaltar que a intenção da autora é muito boa, mas a execução, deixou a desejar...

Boa leitura!!!


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