terça-feira, 12 de março de 2019

Teste: Você vive um relacionamento abusivo? + Dica de leitura: A mulher entre nós

A leitura da obra "A mulher entre nós" das autoras americanas Greer Hendricks e Sarah Pekkanen me fez refletir a respeito de relacionamentos abusivos.
Relações de diversas naturezas, como as paternais/maternais, fraternas e de amizade também podem ser abusivas, mas o foco desta leitura, mais precisamente, é a relação afetiva doentia entre homem e mulher, como casal.

Vanessa, uma mulher de 37 anos recém divorciada, está deprimida, sem dinheiro e morando com a tia. Ao descobrir que seu ex-marido Richard, um homem aparentemente perfeito, rico e carismático está prestes a se casar novamente, ela passa a se dedicar a obsessão de impedir o novo matrimônio. Mas não se engane, pois seus motivos são muito maiores que o ciúme.
De fato, como relata a sinopse da contracapa, durante a narrativa, o leitor é levado a supor muitas coisas a respeito de ex-casal. Mas a cada capítulo, os véus das ilusões e falsas expectativas que Vanessa alimenta desde o início de sua relação vão se rompendo e o homem super-protetor e generoso que ela conheceu, vai se revelando.

É muito difícil para a maioria das mulheres que estão envolvidas nesse tipo de relação, onde o parceiro se torna um abusador, admitirem para si mesmas que estão sofrendo  tais abusos. Portanto, listei abaixo alguns pontos contidos no desenrolar da narrativa, que são indicativos desse tipo de situação:
1. Controle da relação: o "abusador" sob a aura de ser o grande protetor da mulher, aproveita de suas fragilidades emocionais para assumir o controle de sua vida. Dizendo o que ela pode ou não fazer;
2. Ciúme excessivo e afastamento de outras pessoas: amigos e parentes passam a ser uma ameaça. O "abusador" se utiliza das mais variadas justificativas como: essa pessoa é má influência, ou tal pessoa te trata mal - como forma de manter a mulher afastada de todos e aumentar seu controle ainda mais;
3. Destruição da auto-estima: as críticas à parceira começam de "forma construtiva" até que tomam proporções mais pesadas, a ponto da mulher se sentir um lixo, inútil;
4. Invalidação de sentimentos: o "abusador" diz que aquilo que a companheira sente é besteira, não é nada, invalidando os sentimentos da mulher, induzindo-a a sentir-se envergonhada por seu desconforto com o relacionamento;
5. Invasão de privacidade: nesse tipo de relacionamento é comum o "abusador" não respeitar o espaço individual da outra parte, portanto, condutas como o roubo de senhas, ler mensagens e emails, instalar programas de rastreamento no celular, tornam-se mais um indicativo de que a relação é opressiva;
6. Controle financeiro: geralmente o homem passa a controlar o dinheiro do casal, muitas vezes exigindo que a mulher se afaste do emprego. Dessa forma, a mantém cativa e dependente financeiramente dele;
7. Ameaças e chantagens: quando a relação atinge o auge da abusividade, ameaças são comuns, caracterizando uma forma de violência psicológica e precedendo a violência física, na maioria das vezes;
8. Exigir relação sexual: o "abusador" se sente dono do corpo da mulher e passa a exigir que a mulher adote comportamentos sexuais que não lhe agradam, só para satisfazer suas taras, sob o pretexto de que o homem tem o domínio sobre o corpo e as vontades da parceira - isso pode caracterizar estupro;
9. Violência física: esse geralmente é o último degrau rumo ao precipício. A violência começa de forma sutil, muitas vezes verbal e passa para as agressões físicas de fato. É comum vermos mulheres sendo assassinadas por seus companheiros e ex-companheiros.

Cabe salientar que a mulher do século XXI é completamente capaz de se auto-afirmar sem necessidade de utilizar-se de uma relação como muleta para esse fim. Não se trata de "lacração". É uma questão de não se colocar no papel de vítima, mas sim de protagonista de sua própria história e buscar o melhor para si e para o outro, dentro de uma relação que seja pautada no respeito mútuo - fora do respeito, não há relacionamento saudável - há doença mental e dependência emocional. Pense nisso!!!


"A mulher entre nós"
Autor: Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Editora: Paralela
Páginas: 343

Avaliação: 5 estrelas
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A flor da Inglaterra - George Orwell

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Os devaneios da mente esquerdista - é isso que a primorosa obra "A flor da Inglaterra" do renomado autor britânico George Orwell retrata. 

Demorei um bom tempo para encontrar um exemplar desse livro no Brasil. Não é de se estranhar, já que a narrativa se passa na Inglaterra da década de 30 e nos mostra o florescimento das ideais socialistas entre os britânicos em uma época de declínio capitalista e escassez. Por esse motivo observei, a medida que avançava na leitura, que a mesma era o retrato nu e cru do vácuo existencial que permeia a existência de um esquerdista, no que tange a valores e ambições mais elevados. A mediocridade que assoma a vida destas pessoas, rouba-lhe qualquer significado mais profundo que a mesma possa ter.

Gordon Comstock, um aspirante a escritor, com uma carreira promissora na publicidade, decide jogar tudo para o alto - um emprego que lhe garante um ótimo salário, uma vida confortável e um futuro cheio de possibilidades - para exilar-se em uma realidade muito aquém de seu potencial e talento.
O escritor escolhe ser um funcionário assalariado de uma livraria de subúrbio, vivendo em uma pensão paupérrima, fadado a contar as moedinhas que recebe como ordenado, antes de gastá-las com suas necessidades básicas como - comida e cigarros.
O auto-exílio e uma vida sem prazeres o conduzem a ruína absoluta, já que o mesmo se afasta dos amigos como Ralveston - o editor rico de uma revista socialista que corrobora com as ideais de Gordon - e até da namorada Rosemary.
Sua opção por viver dessa maneira pauta-se em sua crença arraigada de que tudo na vida gira em torno do dinheiro e que a humanidade passou a ser escrava dele. Não desejando ser cativo do vil metal, ele foge dos bons empregos e da ascensão social como o diabo foge da cruz e a cada dia desce mais um passo rumo ao fundo do poço.
Contudo, uma grande transformação na vida de Gordon o arranca do marasmo, pois responsabilidades inescusáveis batem à sua porta. É quando podemos assistir à grande e surpreendente reviravolta dessa história.

A transformação da população desse país em uma massa crítica pensante, passa fundamentalmente pelo estudo e compreensão de obras-primas como essas, que nos conduzem ao entendimento do pensamento socialista e de como foi concebido e moldado. Recomendo essa leitura a todo aquele que se considera um conservador comprometido com evolução moral e intelectual. Boa leitura!!!

"A flor da Inglaterra"
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das letras
Páginas: 320

Avaliação: 5 estrelas


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Estude, "CONSERVINHA"! - Comece por George Orwell

Fazendo alusão a um vídeo postado por Olavo de Carvalho no Youtube, intitulado "Acordem, conservinhas!", escrevo esse texto a fim de estimular o público conservador a estudar, começando por obras de fácil compreensão como as de George Orwell.



Como o próprio Olavo diz, até alguns anos atrás, não existia a "direita" de fato no Brasil. Pois a maioria de nós foi doutrinado através dos livros didáticos da escola, a acreditar na utopia do socialismo.
Porém a onda conservadora chegou, mas para fortalece-la é necessário estudar e se abastecer de conhecimentos sobre os fenômenos sociais que impulsionaram a humanidade a criar suas teorias sócio-econômicas.  
Portanto, vou recomendar a leitura das obras deste que para mim é um mestre na capacidade de criar narrativas que nos entretêm e enriquecem ao mesmo tempo.
Nascido Eric Arthur Blair, em Motihari na Índia Britânica, mais conhecido por seu pseudônimo, George Orwell, foi um escritor e ensaísta político dos mais prolíficos que a Inglaterra possuiu. 
Estudou como bolsista em uma escola de elite, tendo em vista que sua família não era "rica suficiente" para banca-lo. O jovem Eric, cresceu em meio ao preconceito por ter menos posses que os outros alunos e isso contribuiu para que uma revolta interior aflorasse e sua simpatia pela teoria do socialismo o estimulasse a lutar por uma "Revolução".
Entretanto, antes de ir à Espanha lutar na Guerra Civil ao lado dos marxistas, tentou sem sucesso trabalhos como escritor. Ainda bem!!!
Porque, foi compondo o "Partido" que Eric teve a oportunidade de vislumbrar as verdadeiras intenções dos revolucionários, que almejavam tomar o poder pela força (vale tudo pela Revolução) e manter-se a todo custo como uma casta privilegiada.
Após ser ferido na guerra e quase ter morrido, o escritor retorna à Inglaterra e, alguns anos depois, escreve suas duas obras primas: "A Revolução dos bichos" e "1984" - ambas leituras obrigatórias para os que se dizem conservadores.

Para a próxima postagem, trarei a resenha de uma obra de George em especial, que me fez compreender melhor o funcionamento da mente esquerdista.

Boa noite e boa leitura!!!



segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Menina boa, menina má - Ali Land

Elegi para leitura de férias de final de ano, o livro da autora Ali Land intitulado "Menina boa, menina má" e não me decepcionei.
Como sempre costumo comentar com as pessoas com quem converso sobre livros (que são pouquíssimas, já que quase ninguém cultiva o hábito de ler) - cada obra que leio é um tijolinho que acrescento à construção do meu intelecto e sobretudo, do meu caráter. Sempre busco fazer uma reflexão sobre cada história que leio e aplicar à minha vida, seja para acrescentar algo de bom ou para excluir algo que não presta mais.
Ali Land, através de sua narrativa me fez refletir sobre as relações tóxicas às quais nos mantemos presos, seja por laços de sangue ou mesmo por pena do outro. Mas não basta refletir, temos que agir também, e minha grande ação foi me livrar de relações que já não me acrescentavam nada, há um bom tempo - sem nenhum remorso!




Segue abaixo a resenha desse best seller, publicado em vinte idiomas:

Annie é filha de uma psicopata, serial killer de crianças. Um dia, a garota resolve denunciar a mãe à polícia e ela é presa.
Mas o fato da mãe estar longe, atrás das grades, não é suficiente para trazer a paz de espírito que Annie tanto precisa. Tantos traumas e segredos do passado não a deixam dormir direito a noite.
Annie ganha um novo nome - Milly - e é acolhida por uma nova família: Mike - um psicólogo, sua esposa Saskia e a filha do casal Phoebe. Infelizmente, Phoebe não a recebe muito bem (mesmo desconhecendo os detalhes sobre o passado de Milly) e a relação das duas se torna tensa, a medida que a frequente prática de bullying por parte da anfitriã aumenta ainda mais, com o passar do tempo.
Um grupo de especialistas passa a preparar Milly para o tribunal. A garota deverá enfrentar a mãe como testemunha de acusação no caso. E para isso, será necessário que confronte o seu passado. 
A confrontação, inevitavelmente traz a tona segredos sombrios, ocultos nas profundezas da alma de Milly que vão sendo revelados pouco a pouco e envolvem a nós leitores, com a habilidade de uma aranha, nessa trama pegajosa.

Há muito tempo, não lia uma narrativa tão perfeitamente construída. Ali Land é muito habilidosa e criou um enredo envolvente e muito instigante.
A exposição inicial do conflito é seguida por um desenvolvimento crescente da narrativa, enredando-nos numa teia de suspense que atinge seu clímax no momento do julgamento da mãe de Annie - apelidada de "Assassina Peter Pan". O desfecho não deixa nenhum pouco a desejar e eu garanto que mesmo após ler a última página e fechar o livro, você vai continuar pensando na história por alguns dias.
Annie é uma personagem forte, que com sua voz poderosa é responsável por nos conduzir - dentro dessa narrativa em primeira pessoa - pelos meandros de sua mente, as vezes boa, as vezes má.

Uma das minhas metas (das dez que estabeleci para esse ano) era de eliminar da minha vida a falsidade, ser mais sincera ainda (pois já sou bastante), além de também me afastar de pessoas que não acrescentavam nada.
Annie fez isso quando renunciou a convivência com sua mãe. Cansou de viver uma vida falsa, onde não podia ser quem ela realmente era.
Apesar de seu lado sombrio (que todos nós temos) acredito que ela fez a escolha certa. Não vale a pena se desgastar por gente que não quer melhorar, não quer evoluir. Gente destrutiva... 

Recomendo muito essa leitura e desejo a você um lindo ano novo! 
Comece refletindo bastante e se afastando de quem não vale a pena!!!


"Menina boa, menina má"
Autor: Ali Land
Editora: Record
Páginas: 374

Avaliação: 5 estrelas


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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

"Energia - Robson Pinheiro" e os dois passos para elevar suas vibrações em 2019!

Não poderia haver inspiração melhor para encerrar o ano com o pé direito, do que o livro psicografado pelo médium mineiro Robson Pinheiro. "Energia" é uma obra elaborada no mundo espiritual por entidades sábias, como Joseph Gleber, André Luiz e José Grosso, transmitidas ao médium que relata na breves páginas do livro a importância da busca constante por qualidade de vida e saúde plena. 



Por trás da busca por plenitude, um tema fundamental precisa ser compreendido: a ENERGIA. Tirar o máximo de proveito das boas vibrações de fontes naturais e terapias holísticas nos impulsiona a refletir sobre a transformação íntima que ocorre conosco, após o contato com nossa natureza, sobretudo porque ao buscarmos respeitar nossa essência energética, conquistamos a tão almejada saúde integral, ou seja, o bem estar físico, mental, social e espiritual.
É sabido que matéria é energia condensada, coagulada. Para os que creem na espiritualidade, há um consenso de que o ser humano possui corpo físico e espiritual, cada um com suas características, vibrando em dimensões diferentes. Trabalhar as energias de ambos os corpos é fundamental para obter o equilíbrio necessário a nossa saúde.
Parece uma tarefa difícil, mas as vezes uma simples oração, já é capaz de grandes milagres, seja no plano físico ou espiritual - e muitas pessoas por descrença, não se dão conta disso.
São os hábitos simples, os grandes responsáveis pelas maiores transformações em nossas vidas. O livro, nos dá dicas para realizarmos pequenas alterações de rotina no dia-a-dia, e pretendo aplicá-las em 2019, para que o ano seja proveitoso.
Buscar a excelência deve ser o alvo do ser humano em todas as áreas da vida, seja na saúde, na família, no trabalho... Se todos se ocupassem de aproveitar melhor seu tempo, evitando desperdiçá-lo com coisas banais e focando nos objetivos que realmente interessam, o mundo seria um lugar melhor! Segue abaixo os dois passos para elevar suas vibrações em 2019 e obter o maior proveito das "good vibes":

Primeiro passo:
Liste 10 coisas que você gostaria muito de fazer ou de resgatar em sua vida, mas que não faz por causa de alguém ou de algum motivo.
Em seguida, eleja um dos pontos (um por semana, ou um por mês) e permita-se realizar, viver, vibrar - desde que a vivência desse desejo não prejudique a você ou ao próximo. VIVA COM PLENITUDE!
Eu por exemplo, quero voltar a ser vegetariana!
Registre suas experiência em um diário, um  blog como esse ou em um caderno que seja - para que mais tarde, você possa lê-la e recordar-se da positividade que trouxe para sua vida.

Segundo passo:
Liste 10 coisas que não lhe agradam, em suas atitudes, que você mesmo deseja mudar. Faça uma análise de sua personalidade e firme um compromisso consigo mesmo de melhorar esses aspectos negativos.
Da mesma forma como prosseguiu com o passo acima, eleja os pontos, desenvolva-os, mas não exija demais de si mesmo - tenha paciência consigo.
Eu quero ser mais pontual, porque tenho pouca disciplina com horários...

Enfim, a vida passa e a maturidade nos traz a compreensão que só vem com as experiências. Queria ter a sabedoria de hoje, aos 18 anos de idade. Teria apreciado muito mais o bons momentos, com certeza!
Desejo a você que lê esse texto, um ótimo final de ano e um 2019 cheio de luz e transformações - pois cultivar boas energias está totalmente relacionado aos bons hábitos e à busca por evolução!

"Energia"
Autor: Robson Pinheiro
Editora: Casa dos espíritos
Páginas: 236

Avaliação: 5 estrelas


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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ligue o FODA-SE e seja feliz - Mark Manson

Numa tarde nublada de novembro, depois de sair do trabalho com a cabeça quente que  fervilhava com os problemas típicos de um hospital militar (ou seja, um hospital que já possui uma ambiente tenso, somado a um quartel onde a rigidez do militarismo se faz presente), resolvi passar em uma livraria para esfriar a cabeça.
Logo na entrada, avistei uma mesinha cheia de livros de capa cor-de-laranja que estavam em promoção. Empolgada, peguei um exemplar e o título me agradou: "A sutil arte de ligar o foda-se"- Nossa! - pensei comigo, é disso que estou precisando. Então, me sentei no estofado da loja para ler um pouco, antes de passar no caixa e pagar.
Mark Manson me conquistou com o primeiro capítulo, onde fala de Chales Bukowski - um ícone da literatura americana que viveu seus dias com o botão do foda-se completamente travado e produziu uma arte admirada por milhões de jovens, que se identificaram com seu estilo agressivo e inconformado de escrita, em que permitia fluir através da máquina de escrever seus pensamentos, sem a menor censura.
Ler essa obra me fez repensar meus valores, questionar minha postura diante dos fatos da vida, me responsabilizar por minhas próprias escolhas, além de me fazer perceber que a vida é curta, passa rápido e por isso o medo de errar não pode me engessar ou me impedir de viver com excelência.



Enumerei as lições e as descreverei abaixo para que você, ao ler esse breve resumo, sinta-se estimulado a buscar nesse livro a motivação para transformar sua vida, como eu transformei a minha:
1) Nem sempre dá para controlar o que acontece conosco, mas sempre podemos definir nossa interpretação dos acontecimentos e a nossa relação com eles;
2) Questionar a si mesmo e duvidar dos próprios pensamentos e crenças são habilidades que devemos desenvolver. Os narcisistas sempre acham que estão certos e portanto, devemos ter humildade para admitir que ás vezes estamos errados
3) Só podemos atingir a excelência em algo se estivermos dispostos a falhar. O medo de errar nos engessa. Se você recusa a correr riscos, não está disposto a ser bem sucedido.
4) Temos que fazer escolhas e nos responsabilizar por elas, não culpando os outros por nossos erros. Escolher e rejeitar caminhos, faz parte da vida e em certos momentos evitar conflitos e confrontos nos leva a uma existência sem valores, egoísta e hedonista. Dizer não é crucial pois não precisamos ficar em um relacionamento infeliz ou um emprego ruim, apenas fingindo que tudo é lindo e que não existe sofrimento.
5) A morte é inevitável. Um dia vamos morrer. E diante dessa constatação devemos optar por valores que nos libertem das ansiedades do dia a dia que nos impedem de enxergar o verdadeiro valor da vida.

Já nascemos fazendo escolhas, em função disso estamos propensos a errar. Se errarmos devemos ter a consciência de que a responsabilidade é nossa. Nada disso deve nos paralisar, pois o medo nos engessa. Entretanto, nem sempre a culpa pelas situações desagradáveis que ocorrem é nossa - e é nesse momento que apertamos o foda-se, quando entendemos que processar uma situação e reagir a ela também é nossa responsabilidade. Você escolhe se vai se importar com problemas pequenos, ou se vai viver com excelência perseguindo seus sonhos e objetivos com toda garra que possui.
Viver com o foda-se ligado significa se preocupar com as coisas que realmente valorizamos, sem deixar que as pequenas vicissitudes nos atrapalhem e nos impeçam de enxergar a grandeza da vida.

"A sutil arte de ligar o foda-se"
Autor: Mark Manson
Editora: Intrínseca
Páginas: 221

Avaliação: 5 estrelas


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domingo, 11 de novembro de 2018

Suicidas - Raphael Montes

Nove jovens são encontrados mortos no porão de uma casa de campo e os indícios apontam que eles haviam participado de uma roleta-russa. 
A delegada Diana Guimarães conduzindo as investigações sobre o caso, não consegue entender o que levou esses jovens aparentemente felizes e privilegiados, a cometer um ato tão extremo. Todos pertenciam a elite carioca e uma parte deles era composta de estudantes universitários com um futuro promissor pela frente.
As mães dos suicidas são então convocadas pela delegada, a prestar um depoimento coletivo com a finalidade de juntar as peças de um quebra-cabeças, utilizando-se de anotações encontradas na casa de Alessandro Parentoni, um dos rapazes que havia se suicidado, mas que no entanto deixara um diário onde narrou os eventos dos dias que antecederam o jogo tenebroso e derradeiro, que os levou a morte.
Emocionadas e fragilizadas pela perda, essas mães tentam recompor através de depoimentos a história sombria contida por trás dos papéis que cada um dos jovens desempenhou no planejamento e execução da roleta-russa. A narrativa contida nas anotações de Alessandro, revela que as máscaras sociais de cada um dos participantes caem aos poucos, a medida que se aprofundam no jogo.
Regada a álcool e drogas, a trama perversa mostra que por trás do papel de universitários aplicados e filhos exemplares, existem segredos e desejos reprimidos que vem a tona revelando o que há de pior em cada um dos jogadores.



Raphael Montes conquistou meu coração de leitora desde que li "O Vilarejo" - um livrinho com mais ou menos cem páginas de puro terror e criatividade!
Posteriormente li "Jantar Secreto" e "Dias perfeitos", todas estas, obras maravilhosas que nos mostram o potencial deste autor tão jovem, que já é sucesso de público e crítica aqui, e no exterior.
Temos que valorizar os autores brasileiros, sobretudo os da nova safra!
A obra mencionada acima, "Suicidas", provocou em mim a seguinte reflexão: embora tenhamos o suficiente para sermos felizes, nunca nos satisfazemos. Sempre precisamos de mais... Mas a verdadeira felicidade consiste em valorizar as coisas simples da vida. Seres humanos que crescem sem limites - que nunca escutam "NÃO" - são incapazes de lidar com as frustrações e desafios que o mundo real inevitavelmente vai impor a eles e aí, vem o desequilíbrio e a busca por uma válvula de escape - ás vezes extrema - como o suicídio.
O final desta história vai te surpreender! Recomendo a leitura desta obra, sobretudo porque é primeira do autor que foi finalista de vários prêmios de literatura nos últimos anos.

Vamos valorizar os autores brasileiros!!!

"Suicidas"
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das letras
Páginas: 430

Avaliação: 5 estrelas


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