quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Joyland - Stephen King

Durante três finais de semana, Joyland de Stephen King, foi a saga que me acompanhou ao longo da jornada de duas horas de viagem de ônibus, que realizo toda sexta-feira rumo a minha cidade no interior, local onde descanso dessa loucura que é São Paulo.
Confesso que nunca tinha lido nada de King. E admito que me surpreendi, pois esperava algo tétrico e aterrorizante, porém encontrei nas páginas deste livro uma bela lição de vida.

Devin Jones, um rapaz de 21 anos de idade, estudava com sua namorada Wendy Keegan na Universidade de New Hampshire, EUA.
Durante as férias de verão, Wendy decide partir para Boston com uma amiga, para um suposto trabalho novo, e Devin ruma para Carolina do Norte, atraído por um anúncio de emprego temporário em um parque de diversões chamado Joyland, em Heavens Bay.
Após uma entrevista bem sucedida com o gerente do parque Fred Dean, Devin reserva um quarto na pensão da Sra. Shoplaw, e durante uma conversa com sua nova senhoria, toma conhecimento da trágica morte de Linda Gray, uma jovem que havia sido assassinada dentro do Horror House, o trem fantasma de Joyland.
Com o passar dos meses, Devin - apelidado de Jonesy pelos funcionários do parque - vai se apaixonando por seu trabalho e pelos companheiros de labuta, que se tornam grandes amigos.
Erin, Tom, Rozzie Gold, Lane Hard e até o asqueroso Eddie Parks (a quem ele salva de um infarto) são pessoas que se tornam parte da vida de Jonesy, e de certa forma preenchem o espaço vazio deixado por Wendy, que ignorava as ligações de Devin já há algum tempo.
A rotina  do parque conduz Dev ao aprendizado de  uma linguagem própria desses locais, chamada colóquio, e muitos dos diálogos que envolvem o tal colóquio são capazes de arrancar muitas risadas do leitor, o que torna a aura do livro bem mais leve e faz com que queiramos devorar cada página consecutivamente.
Em meio a alegria dos dias,  surgem as noites insones, e o fantasma de Linda Gray vem a tona invadindo os pensamentos de Dev e Erin, e os dois resolvem iniciar uma investigação do caso por conta própria.
Encontram fotos suspeitas de Linda, acompanhada por um homem mais velho- tiradas em Joyland pelas Garotas de Hollywood - meninas de vestido verde e câmeras portáteis na mão, que eram encarregadas de tirar fotos dos visitantes (ou Bobs, no colóquio) para depois vendê-las. Além das fotos, são descobertas reportagens em jornais de outras cidades, de assassinatos semelhantes, e a partir de então, identificar o assassino de Linda se torna questão de honra para os dois.
Carregado por um turbilhão de emoções que o conduz a uma espécie de depressão, Dev vê surgir o médium Mike Ross em sua vida (e sua mãe Annie posteriormente), que se torna uma peça chave para a comunicação do espírito de Linda Gray com os vivos.
Mike, um garotinho portador de distrofia muscular morava em uma casa na praia, e todos os dias pela manhã tomava sol na varanda. Dev o avistava e sentia pena do garoto raquítico, preso em uma cadeira de rodas. Passou a acenar para este, que retribuía sorrindo, dando início assim a uma bela amizade.
O desenrolar dessa história traz muitas lágrimas e risos, mas o melhor de tudo é conhecer cada personagem. Estes são tão ricamente elaborados por King, que parecem reais, como se tivessem existido de fato. 
Torcer pela felicidade de Devin e curtir os momentos de fossa com ele (escutando The Doors com seus fones de ouvido) é algo que me remeteu aos meus 20 anos de idade, e me trouxe as mesmas lembranças de melancolia pós "chifre". Porém a grande mensagem do livro, sob o meu ponto de vista, é a de nos mostrar que somos capazes de passar por situações do gênero, acreditando sempre que o destino preparará algo melhor para nossas vidas.
As amizades são fundamentais para que superemos nossos desafios, e com certeza sempre teremos Mikes, Rozzies, Erins e Toms em nossos caminhos, nos ajudando a vivenciar as intempéries com mais leveza.

Pra quem quer saber o desfenho SURPREENDENTE desta epopeia, recomendo que leia Joyland, pois garanto que não vai se arrepender!!!

Cabe aqui um adendo: após a leitura, pesquisei sobre Joyland na internet, e encontrei informações a respeito de um parque, com o mesmo nome no Kansas. O Joyland Park, encontra-se desativado desde 2004, e sofre com vandalismo desde então. 
Seria o Joyland de Kansas um parque assombrado?
Não sei, só sei que é bem típico de Stephen King se inspirar em locais inóspitos para escrever suas estórias.

Boa noite, e boa leitura! ; )



quinta-feira, 16 de junho de 2016

O demonologista

Quando adentrei a biblioteca municipal da minha pequena cidade e me deparei com o livro "O Demonologista", do autor Andrew Pyper, na prateleira principal, quase tive uma síncope. Não acreditei... Estava namorando este livro há algum tempo, mas encontrá-lo disponível gratuitamente foi uma delícia.
Quem possui inclinação para o sobrenatural, assim como eu, vai imaginar a sensação que tive.

A capa e o trabalho gráfico são lindos, mesmo porque a DarkSide Books capricha muito nesse quesito. Mas o conteúdo é melhor ainda, pelo menos na minha opinião. 
O começo da história me lembrou muito a de "Inferno" do Dan Brown, já que discorre sobre a vida do professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque - David Ulman (me fez lembrar do filósofo David Hume), especialista em mitologia cristã, e também profundo estudioso do poema de John Milton, Paraíso perdido.
David Ulman recebe um convite para encontrar-se com uma "pessoa misteriosa" em Veneza, na Itália, e após alguns contratempos, aceita e parte para a aventura levando consigo sua filha Tess.

Tem um quê de Robert Langdon em tudo isso, não?

Durante e após o encontro com o "Inominável" - forma como ele passa a definir o demônio com o qual se depara em Veneza - percebi que o suspense adquiriu características de thriller psicológico (isso, sob o meu ponto de vista, é claro) porque, os encontros que ele passa a ter com o "demo" a partir deste ponto, trazem a tona sempre uma circunstância traumática de sua vida, como por exemplo: a morte precoce de seu irmão e o sentimento de culpa que David carrega consigo, a depressão e o suicídio do pai, a traição por parte de sua esposa, o suicídio da filha Tess (sim, ela se suicida em Veneza), o câncer que toma os ossos de sua grande amiga Elaine O'Brien (os dois desenvolvem uma amizade colorida durante a jornada de David - rastros de Langdon de novo).

Confesso que julguei o livro pelo título, pois quando li na capa "O demonologista", imaginei que fosse um suspense que destrincharia a mitologia do submundo, dos seres das trevas, do diabo. Mas, me enganei e ao mesmo tempo me surpreendi.
O fato é que cada um interpreta uma leitura de acordo com sua bagagem pessoal, que inclui suas crenças, seus valores e sentimentos. Portanto a interpretação é muito relativa.
Eu, com minha personalidade mística e espiritualista, capturei sob essa ótica a mensagem contida nas entrelinhas dessa história.
Para mim, o livro fala do encontro de um homem, com seus demônios interiores, com seus traumas mais profundos - ou seja, tudo que se esconde sob o véu do subconsciente, aquele lado negro que todos nós possuímos e insistimos em rejeitar.
E a hora de encarar o nosso "Inominável" nos chega nesses momentos de fossa, quando nos sentimos no fundo do poço.
Falo isso porque o clímax do livro concentra-se no pós suicídio de Tess, que exacerba a "melancolia" que a personagem sente (como o próprio David define) e o faz travar uma busca  pelo demônio, que teria influenciado a morte da filha. Mas de fato, conclui-se que, os verdadeiros demônios estão dentro de sua alma perturbada.

Para finalizar, minhas partes preferidas do livro são quando David lê trechos do diário de Tess, e descobre que não a conhecia tão bem quanto imaginava, afinal, a menina possuía o dom de ver e ouvir seres do além, que lhe enviavam soturnas mensagens a respeito do aconteceria com o pai (imagine os sustos que David toma cada vez que lê o diário). 
Tess, aos olhos do pai era uma menina quieta, sombria demais. Mas esse espírito jovem e perturbado, sinalizava uma mediunidade a desenvolver, e lidar com isso sem a ajuda ideal, pode levar o ser humano ao colapso.

Enfim, confesso que esperava mais do final do livro. A conclusão foi inversamente proporcional a excitação que senti durante o desenrolar do enredo, ou seja, deixou um pouco a desejar. E eu cheguei a duvidar da sanidade de David durante o desfecho... Será que após a morte de Tess ele pirou com a depressão e foi tudo fruto de sua imaginação?
Não sei...
E se você quer descobrir... leia!!!


Book trailer:



Boa noite : o

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Escaravelho do diabo

Recentemente para minha grata surpresa, ao visitar uma sala de cinema, me deparei com a adaptação do clássico livro da coleção vaga-lume, escrito pela brilhante Lúcia Machado de Almeida - O escaravelho do diabo.
Para a legião de adultos, que viveu sua infância e adolescência na década de 90 (sim,é o meu caso!!!), é maravilhoso poder revisitar, mesmo que em forma de adaptação, essa história que nos embalou em nossas noites chuvosas - aquelas que agente tinha que ficar trancado em casa, sem poder sair pra rua bagunçar >rsrss<
No meu tempo, não possuíamos internet, pelo menos não tão democratizada como hoje, nem tampouco smartfones, ou tablets. Agente nem sonhava com o youtube, facebook, e então, ocupávamos nosso tempo ocioso jogando queimada na rua, brincando de stop com os amigos, e nos dias que não podíamos nos reunir, ficávamos em casa lendo - SIM!!! LENDO!!!

Posso afirmar com toda certeza que eu vivi intensamente essa fase, e toda essa nostalgia me faz tão bem... E foi um pouco dessa nostalgia gostosa, essa aura saudosista, que tomou conta de mim, no momento em que me sentei na poltrona pra assistir "O escaravelho".

Falando da autora: a mineira de Santa Luzia, Lúcia Machado de Almeida, estudou literatura, história da arte, línguas, piano e canto. Pertencia a uma família de renomados escritores (era cunhada do poeta Guilherme de Almeida), conquistou vários prêmios literários e atraiu com seus contos, o público jovem para o mundo dos livros.

A história original do "Escaravelho do diabo" foi escrita em 1972, conta a saga de um estudante de medicina chamado Alberto, que vivia na cidade de Vista Alegre, e encontrou a traumatizante cena do irmão morto com uma espada espanhola fincada no peito. A partir daí, começa juntamente com o inspetor Pimentel, uma intensa investigação, e sai no encalço do assassino, que começa a executar outras vítimas, sempre ruivas e sardentas, após enviar a estas um pacotinho contendo um escaravelho dentro.
O tipo de escaravelho enviado, sempre possuía relação com as mortes, como por exemplo no caso do jovem Clarence O'Shea, filho da dona da pensão da cidade, Cora O'Shea, que morre envenenado após receber um exemplar do besouro Hipophenemus toxicodendri
Por se tratar de um adulto, os flertes de Alberto, tanto com Rachel Saturnino, quanto com Verônica, dão um tempero de romance a esse suspense tão eletrizante, que faz com que agente não queira parar de ler.
Os personagens coadjuvantes, como é o caso dos moradores da pensão de Cora, Mr. Graz, Mr. Gedeon, a copeira, o cozinheiro, entre outros, ganham importância no enredo, a medida que a suspeita em cima de cada um deles cresce. Mas eu garanto, que o final, é surpreendente.
Se você ficou curioso para descobrir, então LEIA!!! 

O filme, é uma adaptação, então percebemos muitas diferenças em relação a história original, como por exemplo o fato de Alberto ser uma criança. Mas sabemos, que seria um tanto anacrônico, transportar a história para o ano de 2015, trazendo consigo o contexto da década de 70, em que não existiam os meios tecnológicos dos quais lançamos mão hoje, e que tornam tão plausível a possibilidade de uma criança colaborar para uma investigação.
Enfim, creio que a intenção dos roteiristas e do diretor Carlo Milani foi das melhores, e o que eu mais gostei no filme, foi o caráter cômico que adquiriu a personagem do delegado Pimentel (interpretado por Marcos Caruso), com seus breves lapsos de "esquecimento", o que tirou um pouco da tensão, típica de uma história de serial killer.
A trilha sonora também é sensacional!!!

O TRAILER:



Essa é minha dica, leiam o livro e assistam ao filme, porque ambos valem muito a pena!



BOA NOITE ; )

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Teste: você tem a síndrome do tri-hiper?

Mais uma leitura inspiradora incitou-me a escolher o tema de hoje:

- A SÍNDROME DO TRI-HIPER -

Vamos descobrir se você tem???

A Síndrome do tri-hiper, citada na obra do psiquiatra Augusto Cury, autor de - O futuro da humanidade - é um conjunto de comportamentos, que somados, podem levar indivíduos a desenvolver depressão, síndrome do pânico e outras doenças psicossomáticas.
Para saber se você é "tri-hiper", é necessário responder a um questionário:

1) Você é hipersensível? Ou seja, quando alguém te ofende, você se machuca muito, e isso estraga seu humor naquele dia?

2) Você é hiperpreocupado(a) com a opinião dos outros, com o que pensam e falam a seu respeito?

3)Você é hiperpensante, sua mente é muito agitada - não para de pensar? Sofre por problemas que ainda não aconteceram ou rumina frequentemente situações angustiantes do passado?

Se você respondeu SIM a essas questões, bem-vindo(a) ao clube!

Eu confesso que com o tempo aprendi a superar as duas primeiras questões, mas a última é a que mais me aflige: a ansiedade, a necessidade de manter tudo sob controle.
Pessoas tri-hiper, não conseguem se adaptar ao mundo social, desumano e competitivo. São geralmente ótimas com os outros, mas carrascos de si mesmos.

Mas nunca é tarde pra se superar, e trabalhar sua inteligência emocional. E a dica de ouro é a seguinte:

SE TIVER DE SE DOAR, DOE-SE, MAS NÃO ESPERE RETORNO DOS OUTROS.
AME-SE, AME SUAS VIRTUDES E SEUS DEFEITOS TAMBÉM!
Não fuja do seu lado sombrio, encare ele de frente, e vai ver que tudo fica mais fácil depois que agente se aceita.

Enfim, pra quem não leu O Futuro da Humanidade, fica a dica. Apesar de eu preferir os livros de não ficção do Dr. Augusto, esse, conta uma bela lição de vida.


SE JOGA NA VIDA!!!

Boa noite ; )








quinta-feira, 31 de março de 2016

Reflexão: as pequenas corrupções do dia a dia

Há tempos não escrevo, pois tenho meu intelecto em estado de hibernação nesses últimos dias... Dias de crise moral, que se abatem sobre nós como lufadas de vento, fazendo-nos perder o equilíbrio.
O que mais tenho feito ultimamente é buscar um ponto de apoio, além de tentar encontrar, em algum lugar perdido dentro do meu âmago, o melhor do meu ser.
É isso: 
              
                       O MEU MELHOR

Digo isso, porque ao invés de julgar a situação política, social e econômica do nosso país, de cima de um pedestal, estou usando "a crise" como parâmetro para reflexão.
Reflito, pondero e tenho me cobrado muito, para cumprir com meus deveres de cidadã, e isso inclui pequenas coisas do meu dia a dia, seja na rua, no trabalho ou dentro de casa.

Sabe aquele momento, em que você está dentro de um ônibus lotado, morrendo de cansaço, e sobra um banco vazio... Mas você olha aquele velhinho, mal conseguindo se manter em pé, e então cede o lugar a ele. Agente até pensa: "Nossa, mas eu trabalhei o dia todo, estou cansada, mereço sentar!!!" ... E a voz da consciência fala mais alto: "Você é jovem e pode aguentar mais um tempinho em pé. A idade vai chegar pra você também."

SIM!!! É O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

E despertar o melhor de nós é o segredo - a chave que abrirá as comportas dos céus, liberando um jorro de boas energias, tornando os influxos vibracionais mais positivos. Porque nesse momento difícil, precisamos muito deles.
Ter senso crítico é fundamental, para com os outros, mas principalmente para conosco. 
Botar pra fora o nosso melhor não é tarefa fácil, e exigirá muitos sacrifícios e renúncias, mas no final, sempre vale a pena.

Vou transcrever o trecho do Livro dos Espíritos (página 300 - questão n° 521), que tem me inspirado nesses dias:
"... em suma, que estes agregados de pessoas, tanto quantos os indivíduos, são mais ou menos bem assistidos ou influenciados, de acordo com a natureza dos sentimentos dominantes entre os elementos que os compõe.
Nos povos, determinam a atração dos Espíritos os costumes, os hábitos, o caráter dominante e as leis, as leis sobretudo, porque o caráter de uma nação se reflete nas suas leis. Fazendo reinar em seu seio a justiça, os homens combatem a influência dos maus Espíritos. Onde quer que as leis consagrem coisas injustas, contrárias a Humanidade, os bons Espíritos ficam em minoria e a multidão, que aflui dos maus, mantém a nação aferrada ás suas idéias e paralisa as boas espigas entre espinheiros. Estudando-se os costumes dos povos ou de qualquer reunião de homens, facilmente se forma ideia da população oculta que se lhes imiscui no modo de pensar e nos atos."

Mais do que qualquer lei, vale a consciência. 

Essa mensagem é dedicada a todos nós que furamos filas, sonegamos impostos, paramos em vaga de idoso ou deficiente, falsificamos carteirinha de estudante, assinamos a lista de chamada pelo colega...



Boa noite!!! ; )





segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Setembro amarelo

Nem outubro rosa, nem novembro azul... O assunto hoje é o SETEMBRO AMARELO.

SIM, o suicídio é um problema de saúde pública, sobretudo em nosso país - onde a cada hora, quatro pessoas atentam contra a própria vida, porém  (e graças a Deus!!!) apenas uma delas tem sucesso.
Essa epidemia suicida seria de fácil prevenção, se nossa atitude com relação ao tema fosse outra. Como por exemplo, incentivar diálogos mais abertos sobre a questão, principalmente com os jovens, que são os protogonistas mais frequentes do autocídio.
Comportamentos suicidas são facilmente identificáveis, como a autodepreciação, o isolamento e a depressão - muitas vezes tão profunda, que afasta a pessoas de suas atividades rotineiras, e dos entes queridos...

Só quem passou por uma depressão sabe o que é acordar cedo, olhar para o teto e não querer sair da cama.

Numa sociedade que supervaloriza a aparência, nem sempre aquele sorriso da "selfie" no facebook é verdadeiro. O mundo quer te ver perfeito, feliz, sempre sorrindo -  mesmo que seja um riso falso - o importante é aparentar.

Infelizmente, o anjo da melancolia, assim como o cupido, dispara suas flechas. Mas não por acaso... Ser atingido por essa angústia sufocante da depressão, dos pensamentos de desistência da vida, significa ser carregado com todo furor para o turbilhão de emoções confusas provocadas pelo estresse do dia-dia do trabalho, das relações sociais, cada vez mais vazias e pautadas por interesses escusos.

A coisificação do ser humano, só pode resultar em insatisfação pessoal, e pessoalmente para mim, não há novidade nenhuma nisso. É lamentável que cada vez mais as pessoas amem coisas e usem pessoas - é o reflexo do materialismo imediatista que se expande durante este novo milênio cheio de "oportunidades".

Mas a oportunidade que anda flertando comigo, todos os dias, é a de amar. 
Amar sem limites o outro é se doar como se não houvesses amanhã (eita... Renato Russo de novo...). Então se abra para o diálogo, e quando alguém quiser "desabafar" contigo, ouça, ajude, aconselhe. Sabe porquê? Porque um dia, pode ser você a precisar de um ombro amigo.



Valorize as coisas simples da vida, pois elas são o que há de melhor. Assim como assistir ao pôr-do-sol...
Mas o que seria do pôr-do-sol se não houvesse os seus espectadores para apreciá-lo???


Isso mostra o quanto você é essencial.


Boa noite ; )

quarta-feira, 11 de março de 2015

A polêmica do aborto

Comemoro esse mês 28 anos de vida, e portanto faço uma pausa para este momento de reflexão, que vem bem a calhar: 

NÓS MULHERES QUE GERAMOS A VIDA, TAMBÉM TEMOS O DIREITO DE INTERROMPÊ-LA TÃO PRECOCEMENTE?

O tema que escolhi hoje foi o aborto, justamente porque ele contrasta com meu atual momento de comemoração, pelo meu nascimento - pela vida!

Vim ruminando esse assunto, desde que comecei a ler o livro Freakonomics (dos autores Steven Levitt e Stepher Dubner, 2012, Editora Elsevier) - o qual recomendo muitooo!!!
O assunto é tratado no capítulo 4 do livro, que cita o processo Roe x Wade, ocorrido na década de 70, nos Estados Unidos, culminando posteriormente na legalização do aborto no país - e pasmem - o livro conclui que, a queda dos níveis de criminalidade nos EUA, na década de 90, se deve muito ao fato de que mães pobres, e sem condições de criar seus filhos, realizaram abortos legais (portanto mais seguros) o que preservou sua saúde e poupou a América da presença de jovens desestruturados e futuros potenciais criminosos aprontando por aí - já que os mesmos, acabaram não nascendo!!!
Cabe lembrar que Levitt é economista e baseia suas conclusões em dados obtidos estatisticamente - portanto se você tem dúvidas, confira o livro.

O mesmo livro fala da história do ditador comunista Nicolae Ceausescu, que proibiu o aborto na Romênia, em 1966 - lembrando que o país possuía uma das políticas mais liberais em relação ao tema.
Muitas crianças nasceram e cresceram revoltadas com o regime comunista soviético, e as mesmas foram as grandes protagonistas da expulsão de Ceausescu  do país e seu fim trágico, que culminou em sua deposição e fuzilamento.
Novamente, vamos lembrar: a queda de Nicolae foi precipitada pelos próprios rebentos, salvos do aborto graças a suas leis.

Após a análise fria do assunto - já que o ponto de vista "freakonomics" é bem objetivo, ou seja, analisa a sociedade de maneira nua e crua, como ela realmente é - estendo sobre essa conversa o véu da moralidade, levando em consideração a sociedade idealizada, isto é, como ela deveria ser...

Tava demorando, mas vou dar minha opinião sobre o tema, afinal imparcialidade não é o forte dos blogs!

Particularmente, e como profissional farmacêutica (que defende a vida) - creio que em pleno século XXI, o aborto não seja a melhor solução no sentido de controlar a natalidade, haja vista, que hoje dispomos de uma gama gigantesca de aparatos para evitar uma gravidez indesejada: que vão desde anticoncepcionais em pílulas, injeções, adesivos, implantes e anéis vaginais, das mais variadas dosagens. Além dos DIUs convencionais e hormonais, camisinhas (masculina e feminina), diafragma, etc... Ou seja, engravida quem quer!
Portanto, no meu ponto de vista, só há justificativa para o aborto em situações graves (o que inclui o estupro).
A educação sexual deve ser levada mais a sério!!!

Entendo que no ponto de vista de algumas mulheres, legalizar o aborto seria diminuir o risco de vida para mães que praticam esse ato clandestinamente, nas mãos de pessoas inescrupulosas. Algumas mulheres também tentam o aborto caseiro, tomando todo tipo de beberagens, usando agulhas de tricô, comprando Misoprostol clandestinamente... enfim...

Continuo firme na minha opinião em defesa da vida e sobretudo, da educação! 

A ignorância é a raiz dos males de uma sociedade que, se não abrir seus olhos a tempo, irá ruir e desmoronar!


AS CRIANÇAS SÃO O FUTURO!!!