terça-feira, 31 de março de 2020

Teste: Você tem a Síndrome do pensamento acelerado? + Dica de leitura: Ansiedade - Augusto Cury

Em tempos de quarentena, onde todos estão confinados em casa a fim de resguardar-se de uma potencial contaminação pelo coronavírus, um sentimento que se avoluma em todos os corações é a ANSIEDADE.
No meu ponto de vista, tudo possui um lado positivo e para mim, o lado positivo dessa histeria coletiva é justamente o de perceber o quanto estamos alienados de nós mesmos.
Para quem ainda permanecerá em casa por mais alguns dias - o que não é o meu caso, pois sou militar e profissional de saúde - recomendo a leitura de uma obra de poucas páginas, sucinta, porém profunda: "Ansiedade - como enfrentar o mal do século, de Augusto Cury".
Sim, é uma indicação de livro de autoajuda, mas por essas "bandas" aqui não possuímos preconceito literário. Pelo contrário, toda leitura que vier para agregar valor e contribuir para que nos tornemos seres humanos melhores, vale a pena.


A obra discorre sobre a ansiedade, no contexto da Síndrome do pensamento acelerado ou SPA e seus comportamentos que manifestados conjuntamente nos trazem inúmeros transtornos, contribuindo significativamente para a redução de nossa qualidade de vida.
Para saber se possui a SPA, identifique em você mesmo os sintomas descritos abaixo:
I -     Ansiedade;
II -    Mente inquieta ou agitada;
III -   Insatisfação;
IV -   Cansaço físico exagerado, acordar cansado;
V -    Sofrimento por antecipação;
VI -   Irritabilidade e flutuação emocional;
VII -  Impaciência, tudo tem que ser rápido;
VIII - Dificuldade de desfrutar a rotina;
IX -   Dificuldade de lidar com pessoas lentas;
X -  Baixo limiar para suportar frustrações (pequenos problemas causam grandes impactos);
XI -   Dor de cabeça;
XII -  Dor muscular;
XIII - Outros sintomas psicossomáticos (queda de cabelo, taquicardia, aumento de pressão arterial, etc);
XIV - Deficit de concentração;
XV -  Deficit de memória;
XVI - Transtorno de sono ou insônia.

Se você, assim como eu, se reconheceu em todos eles - e olha que eu tive que parar num Pronto Socorro para entender que precisava mudar - é hora de pisar no freio e refletir sobre os rumos da sua vida.
Quando deixamos que nossos sentimentos e emoções mais negativos tomem conta dos nossos pensamentos, a maior parte do tempo, sem perceber, nos matamos aos poucos.
Temos de ser gestores de nossa psique, assumindo o controle dos pensamentos e emoções e não deixando que estes nos conduzam cegamente.
O lema do meu blog é "À razão compete reinar e aos instintos obedecer" e perder o controle disso é permitir que os fatores externos te influenciem e ditem o ritmo de sua vida. Mas não é assim que tem que ser, pois QUEM MANDA É VOCÊ! 
Você pode não estar no controle do que acontece ao seu redor, mas controla o que sente e o que pensa, e sentindo e pensando coisas boas e positivas com certeza vai atrair situações mais agradáveis e satisfatórias. 
Reconhecer o valor das coisas simples, como o de um banho quente ou o nascer do sol, e ser grato por elas é algo que contribui muito para a elevação de nosso ser.
Transmute seus pensamentos, transforme o chumbo denso das tensões no ouro da gratidão - estar grato por estar vivo, por ter saúde, trabalho, família a amigos... Enfim!
É o momento perfeito para ponderar sobre isso.

Boa leitura!

"Ansiedade" 
Autor: Augusto Cury
Editora: Benvirá
Páginas: 150

Avaliação: 5 estrelas

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quarta-feira, 18 de março de 2020

O segredo dos corpos - Vincent Di Maio e Ron Franscell

Muitas vezes compramos um livro pela capa. E não adianta falar que não!
Esse foi o caso da obra de Vincent Di Maio (patologista forense) e Ron Franscell (biógrafo), que de imediato me encantou pelo design gráfico impecável e sobretudo pela foto da capa.



O conteúdo não decepciona e eu diria que não é nada tétrico, nem chocante, apesar do tema patologia forense - ou seja - perícia de cadáveres, estar presente.
O pano de fundo dessa biografia linda é a perícia, entretanto, a história de vida do Dr Vincent é maravilhosa. Desde pequeno esse homem acompanhava seu pai, que também era legista, em sua rotina de trabalho. A paixão pela profissão veio através da convivência e o melhor de tudo é que o pequeno Vince já compreendia a importância do trabalho de um perito, que é uma ferramenta essencial para que se faça justiça ao mortos, que não podem se defender, nem tampouco contar sua versão do crime.
Ron Franscell narra com maestria alguns dos principais casos, aqueles que marcaram a trajetória de Vincent em seus mais de quarenta anos atuando como legista em diferentes estados americanos. 
De todos eles, o mais famoso e com certeza mais chocante é o dos "Três de West Memphis".
Para quem desconhece o crime, em maio de 1993, três garotinhos de 8 anos desapareceram nos arredores da cidadezinha de West Memphis, no interior dos Estados Unidos.
Os meninos estavam habituados a passear de bicicleta e se dirigiram a um bosque, chamado Hollywood Hills, frequentado por marginais, viciados e arruaceiros. 
Assim que perceberam que os filhos haviam desaparecido, os pais de Steve, Michael e Christopher acionaram a polícia que iniciou uma busca. Infelizmente a procura culminou no encontro dos três cadáveres dos garotos, em um fosso lamacento de Hollywood Hills.
Os corpos estavam mergulhados na lama - o que apagou qualquer traço de DNA que pudesse estar presente nos cadáveres - porém, a denúncia de uma garota, que era namorada do jovem Damien Echols foi crucial para que os investigadores chegassem no trio de adolescentes suspeitos pelo cometimento dos homicídios.
Além de Damien, Jessie Misskelley e Jason Baldwin foram acusados de torturar, abusar  sexualmente e assassinar os garotinhos em um ritual satânico.
E onde entra o Dr. Vincent Di Maio nessa história?
Anos depois da condenação dos jovens (sim, eles foram condenados!) alguns advogados bancados por celebridades entraram em contato com o médico, para que ele analisasse os laudos periciais do caso, pois uma apelação seria impetrada, já que novas provas haviam surgido, sugerindo a inocência dos rapazes.
Crimes como esse são muito comuns e a tarefa de um perito e trazer a verdade à tona, para evitar que injustiças sejam cometidas. E o comprometimento e dedicação à profissão demonstrados pelo Dr Vincent durante sua carreira não deixam dúvidas de que esse foi sempre o grande objetivo de sua vida.

Enfim, recomendo a leitura e garanto que será uma boa companhia nesse momento de quarentena!

"O segredo dos corpos" 
Autor: Vincent Di Maio e Rosn Franscell
Editora: Dark Side
Páginas: 256

Avaliação: 5 estrelas

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Infanticídio indígena + Dica de leitura: "Bom dia Veronica" - Andrea Killmore.

No Brasil, fevereiro é um mês quase inútil. Além de ser mais curto, passa muito mais rápido porque aqui, temos o Carnaval. Uma celebração cultural estúpida, em um país que deveria se preocupar com tantas outras questões mal resolvidas, mas o povo, prefere viver de aparências e uma vez por ano, sai para as ruas, enche o cú de cachaça e afins, dança coreografias ridículas - para extravasar o estresse!!!
Sabe aquela vontade de "pular" Carnaval? Então, nunca tive. Prefiro encarar a realidade, nua e crua, de cara limpa.
Minha leitura do mês de fevereiro vem bem de encontro ao questionamento que faço acima. Nosso país tem mazelas muito mais sérias a solucionar e não podemos fechar os olhos para isso. Uma delas é o infanticídio indígena, que ainda assola muitas de nossas tribos isoladas. 

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Ao ler a obra "Bom dia, Verônica", um suspense policial, escrito sob o pseudônimo "Andrea Killmore" - depois descobri que o livro na realidade foi uma parceria entre Raphael Montes e Ilana Casoy, ambos autores consagrados - me deparei com a narração de uma cena, em que a policial Verônica Torres assiste atônita a um vídeo em que uma criança indígena é enterrada viva, por possuir algum tipo de deficiência física ou mental. 
Sim, em algumas tribos as crianças são enterradas vivas, e dessa forma assassinadas. Infelizmente os índios acreditam que se vivas, elas padeceriam muito mais por suas deficiências e matá-las é uma forma de compaixão, já que o espírito não terá necessidade de viver em um corpo deformado.
Segue abaixo um vídeo de um bebê índio que foi enterrado vivo, mas que graças ao bom Deus foi resgatado pelas mãos de policiais militares do Estado do Mato Grosso.


"Bom dia Verônica" é um thriller excepcional, uma daquelas leituras que você não sossega enquanto não termina. Aborda temas muito polêmicos, como o próprio infanticídio indígena, necrofilia, estelionato virtual, golpe do "Boa noite Cinderela", psicopatia, o trabalho ineficiente da policia civil... Enfim, esse livro é um prato bem cheio de polêmicas, para quem gosta delas.
Sem contar que a personagem principal, ao longo da narrativa, vai dando dicas sobre sua personalidade e o desfecho da estória, para quem prestou bem atenção ao comportamento de Verônica, não vai ser nenhuma surpresa.
Essa resenha é minha homenagem à festa da Carne!!! Enquanto o ser humano médio se esbalda sendo ser humano médio, alguns ainda resistirão e vão querer continuar a fazer a diferença. 
É a vocês que desejam um mundo melhor, mais justo e mais humano que dedico minhas orações. E aos pequenos índios, verdadeiros donos dessa terra, que morrem nas mãos de seus algozes, ou melhor, nas mãos daqueles que deveriam protegê-los.

NÃO PODEMOS FICAR CALADOS. ABAIXO AO INFANTICÍDIO INDÍGENA.

Boa leitura. 

ACORDA BRASIL!!!


"Bom dia Veronica" 
Autor: Andrea Killmore
Editora: Dark Side
Páginas: 256


Avaliação: 5 estrelas

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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Teste: Você tem depressão? - Dica de leitura: As mil partes do meu coração - Colleen Hoover

Começar o ano fazendo uma reflexão sobre a vida e a maneira como estamos transitando por ela - com alegria ou melancolia - é fundamental. Detectar emoções e sentimentos de tristeza, insatisfação e desânimo e questionar o porquê de emanar tais vibrações negativas é uma atitude corajosa.
Porém, a depressão é mais que um momento melancólico, é uma doença da alma, da mente e deve ser detectada e tratada o quanto antes, pois da mesma forma que o corpo físico adoece e passa por tratamentos a fim de obter a cura, assim também devem ser tratadas as doenças do plano mental.
A leitura da obra "As mil partes do meu coração", da autora americana Colleen Hoover, me conduziu a um retorno ao meu passado de adolescente deprimida. Essa depressão não reconhecida e não tratada, retornou por mais duas vezes e, em todas elas, cheguei a pensar em suicídio. Quando somos negligenciados, nos sentimos rejeitados dentro de nossa própria casa, por nossa própria família, fica muito mais difícil procurar ajuda e compreender que o que você tem não é frescura. Me identifiquei muito com a personagem principal da história - chamada Merit - e busquei limpar os porões da minha alma, abarrotados de lixo emocional, decidindo perdoar aos outros, me perdoar e seguir em frente, trabalhando minha auto estima e amor próprio, pois sim, para amarmos aos outros, primeiro, devemos saber nos amar!

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"A família Voss é peculiar, imperfeita e cheia de segredos. Com tudo que acontece em Dólar Voss (residência da família) é fácil para Merit se sentir deixada de lado ou inteiramente ignorada. Ela começa a acreditar que não seria uma grande perda para sua família se um dia ela morresse. Mas, antes de morrer, Merit decide que é hora de quebrar o gelo e revelar os segredos mais sombrios a respeito dos outros.
Quando de súbito, ela percebe que, no fim das contas, não quer partir, já é tarde demais. Merit e os demais do clã Voss são obrigados a lidar com as camadas de mentiras que mantiveram a família unida e o poder assombroso do amor e da verdade."

Merit sofre de depressão, mas não admite. Seu tio, detecta seu comportamento estranho e um dia, coloca por debaixo da porta de seu quarto um check list, onde há um questionário sobre seus sintomas. Ela faz o teste e admite que pode estar doente.

1 - Você sente tristeza, vazio ou ansiedade com frequência?
2 - Já se sentiu sem nenhuma esperança?
3 - Você se irrita com facilidade?
4 - Você perdeu os interesses pelas atividades ou pela escola?
5 - Você sente que tem menos energia que o normal?
6 - Você tem dificuldade de concentração?
7 - Notou alguma alteração no seu padrão de sono (troca o dia pela noite por exemplo)?
8 - Sofreu alteração de apetite?
9 - Você se sente indiferente?
10 - Você tem chorado mais do que o habitual?
11 - Tem pensado em suicídio?
12 - Já tentou suicídio?

Se você respondeu SIM, para a maioria das questões acima, considere procurar ajuda psicológica. Você pode estar sofrendo de depressão. E, NÃO, depressão não é frescura e você não é fraco por estar deprimido.
A leitura dessa obra também pode ser de grande valia, por isso, recomendo!

"As mil partes do meu coração" 
Autor: Collen Hoover
Editora: Galera (Record)
Páginas: 330


Avaliação: 5 estrelas

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Leitura de férias - crianças psicopatas - "Segredo de sangue" Tess Gerritsen



Algumas pessoas vão dizer que sou louca, por começar o ano com uma leitura tão pesada. Na realidade, terminei o ano com ela, porém não somente com ela, pois leio vários livros ao mesmo tempo. Então, se servir de consolo, o suspense não foi minha única companhia durante os últimos dias!

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Eu já estava vivendo um affair com a autora Tess Gerritsen há algum tempo. Namorei algumas de suas obras e por fim tomei coragem e adquiri "Segredo de sangue" através de um site na internet.
Confesso que a princípio, quando comecei a leitura e entrei em contato com as personagens principais, a detetive Jane Rizzoli e a médica legista Maura Isles, tentando desvendar os assassinatos de Cassandra Coyle - encontrada morta, em cima de sua cama com os dois olhos arrancados - e de Tim McDougal - encontrado num píer, nu, com o peito estocado por flechas, presumi que esse era mais um livro de suspense policial, como outro qualquer. No entanto, uma reviravolta, envolvendo o passado nebuloso dos jovens assassinados me fez mudar de ideia e me manteve presa até a conclusão da estória.
Acontece que, vinte anos antes dos homicídios de Cassandra e Tim, havia ocorrido o desaparecimento de uma garotinha de 9 anos de idade, chamada Lizzie DiPalma. Um gorro com canutilhos que pertencia a ela, fora encontrado manchado de sangue, por Holly Devine, dentro do ônibus escolar que transportava algumas crianças da escola, para a Creche da Macieira, onde permaneciam até que seus pais pudessem buscá-las depois do trabalho (eu vivi isso! quando era criança, meus pais trabalhavam muito, e depois da escola eu ainda tinha que ir para uma creche). É claro que depois da descoberta de Holly, o motorista do ônibus foi indiciado pelo desaparecimento da menina.
Mas o que Cassandra e Tim tiveram a ver com isso? Eles, Holly Devine e mais um garoto, Billy Sulivan, testemunharam contra o motorista - Martin Stanek - e seus pais, que eram donos da creche, que foram acusados de maus tratos e abuso sexual. Vinte anos depois, após cumprir sua sentença, Martin é solto e violá, as crianças abusadas começam a aparecer mortas.
Óbvio que o assassino é Martin! Só que não.
Com a pulga atrás da orelha e confiando em seus instintos, a detetive Rizzoli se aprofunda nas investigações e descobre que é possível que os infantes inocentes possam ter mentido em seus depoimentos. 

Quem é o assassino???

Recomendo fortemente essa leitura, mas por favor, não confundam a obra de Tess com o filme disponível na Netflix que tem o mesmo nome. O filme é de 1998, o livro, de 2017 e um não tem nada a ver com o outro.

Espero ter aguçado sua curiosidade! 
Boa leitura!

"Segredo de sangue" 
Autor: Tess Gerritsen
Editora: Record
Páginas: 346


Avaliação: 5 estrelas

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

A consciência negra e a Sabedoria dos pretos velhos - Robson Pinheiro


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Dia vinte de novembro comemoramos o dia da consciência negra. Mas o que significa esse dia para nós?
Para cada um, esse dia possui um significado diferente. Para mim, possui uma aura toda especial, pois sempre me lembro dos pretos velhos. Sim, me lembro dos espíritos que compõe essa falange maravilhosa, caridosa e sábia da espiritualidade.
Na umbanda, os pretos velhos são considerados comandantes, líderes das falanges compostas de caboclos, boiadeiros, exus, entre outros. São seres evoluídos e seus conselhos simples, escondem uma sabedoria tão profunda capaz de tocar fundo a alma dos mais incautos.
Todas as vezes que participei de uma gira de direita na Umbanda e me sentei na frente de um preto velho, senti uma paz tão grande... Como a que estou sentindo agora enquanto escrevo esse texto.
Muitas curas, libertações e auxílios me foram prestados sem que eu mesmo abrisse a boca para pedir algo. Eles pareciam enxergar minha alma, meus anseios.
Me lembro do dia em que estava sentido muita dor nos joelhos e me sentei na frente da querida Vovó Rosália. Ela apenas me pediu licença e sem que eu dissesse uma palavra começou a massageá-los. Depois disso conversamos um pouquinho e eu lhe pedi auxílio com meu trabalho, pois estava sofrendo com conflitos entre meus subordinados. Ela me instruiu a fazer banhos, acender velas e depois me aconselhou, daquele jeitinho doce, para que eu não ficasse nervosa, que toda vez que sentisse raiva, me trancasse no banheiro e fizesse a oração do pai-nosso, a fim de me reconectar com a luz.
Simples e sábios conselhos. Conectar-se com a luz é vibrar no amor, na gratidão! E passei a fazer isso, todos os dias, emanando luz a quem me fazia mal e isso foi funcionando.
Pretos velhos são representantes de uma tradição milenar, são espíritos de luz e a consciência negra para mim é muito bem representada por esses seres do astral que se apresentam como velhos escravos, negros, sofridos e humildes, a fim de quebrar os paradigmas de preconceito que separa os seres humanos em grupos étnicos, quando na realidade somos uma só raça, a humana.
Se você quer saber mais sobre os pretos velhos, recomendo que leia o livro psicografado pelo médium Robson Pinheiro e inspirado pelo espírito Pai João de Aruanda.


Pretos velhos não são demônios.
Preto ou branco, independente da cor da sua pele, na hora da morte, todos seremos iguais!!!
Então vamos quebrar o preconceito e finalmente entender que somos parte de um todo, brancos, negros, amarelos ou vermelhos...


quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Tomates verdes fritos - Fannie Flagg

Há muito tempo, uma leitura não me comovia tanto! Enquanto lia esse livro, por diversas vezes me peguei sorrindo sozinha, sentada no banco de um ônibus, ou à beira de lágrimas, em pé, dentro do vagão do metrô.
Percebia o olhar de algumas pessoas, que com certeza pensavam: essa moça deve estar louca...
"Tomates verdes fritos" despertou uma gama de sentimentos em mim. Todos muito bons. Entre eles a nostalgia, que particularmente me resgatou de uma situação complicada pela qual passava, durante a leitura da obra.
A autora Fannie Flagg compôs habilmente essa história, que narra fatos ocorridos no período do pós depressão - após a queda da bolsa em 1929, nos Estados Unidos - mais precisamente no sul do país, no Estado do Alabama.
Todas as vezes que abria o livro começava a tocar "dentro da minha cabeça" uma canção chamada "Sweet home Alabama" da banda Lynird Skynird (inclusive estou escutando ela agora, mas, nos fones de ouvido) que automaticamente me transportava para meu doce lar, no interior, onde os céus são tão azuis quanto os da letra da música.
Rompendo as berreiras do preconceito, através da história de amor vivida por Idgie Threadgood e Ruth Jameson e da convivência fraterna entre os brancos das famílias da Parada do Apito e os negros do vilarejo de Troutville, Flagg nos faz acreditar num mundo melhor, onde amor, amizade, respeito e cumplicidade são capazes de unir diferentes pessoas e mantê-las em paz e coesas, não importa as intempéries que ocorram mundo afora.

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A narrativa se inicia com a notícia da inauguração do Café da Parada do Apito, das proprietárias Idgie e Ruth. O Café passou então a ser o principal point da vila, onde toda a população se reunia para desfrutar de uma boa refeição e da companhia dos vizinhos.
Mas essa história intercala capítulos como o descrito acima, que ocorreram por volta da década de vinte, com capítulos onde a simpática Ninny Threadgood (cunhada de Idgie) já com mais de oitenta anos e residindo no asilo Rose Terrace, narra as desventuras da fraternidade da Parada do Apito, para sua nova amiga: Evelyn Couch, a nora de outra residente do asilo, que entendiada, encontra na amizade com Ninny inspiração para sua desafortunada vida.
Entre uma guloseima e outra, saboreadas pelas duas, Ninny nos transporta para o passado árido dos americanos, sobre tudo dos sulistas, após a queda da bolsa em 1929 que provocou desabastecimento dos mercados e uma profunda crise financeira, que conduziu muitos cidadãos a indigência.
Bons corações como os de Idgie e Ruth, ainda existiam e ambas com sua compaixão desmedida alimentavam os famintos, acolhiam os negros - numa época em que a segregação era regra nos Estados Unidos - e faziam da vida naquela longínqua vizinhança, um fardo leve de suportar.
Termino de escrever essa resenha ao som de "Simple man", outra linda canção do Lynird Skynird. Recomendo fortemente que você faça a leitura dessa obra prima, mas se estiver sem tempo, assista o filme, que deve estar disponível em alguma plataforma de vídeos, com certeza.
Mas do que romper as barreiras de preconceito, essa leitura traz reflexões sobre o nosso humanismo. Pois somos todos humanos e devemos nos respeitar, ao menos. Infelizmente podemos perceber ao longo dos anos que o amor tem se esfriado do coração de muitos. Portanto, façamos nossa parte, vamos amar! Já que a vida é muito curta para desperdiçá-la com tanto ódio!
PS.: O livro tem um bônus com receitas da Sipsey, a cozinheira do Café da Parada do Apito - eu vou testar algumas!

Boa leitura!!!

"Tomates verdes fritos" 
Autor: Fannie Flagg
Editora: Globo livros
Páginas: 429

Avaliação: 5 estrelas
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